Archive for setembro, 2009


COSME E DAMIÃO: OUTROS CÓDIGOS

posted by Jary Cardoso @ 2:14 PM
24 de setembro de 2009
Cintia Carina Santana Neves, comerciante na Feira de São Joaquim, em Salvador, nasceu em setembro e tem três filhos nascidos em setembro. Ela fez promessa para Cosme e Damião, ou Ibeji, os santos gêmeos que na Bahia são homenageados com um Caruru no dia 27 de setembro. Foto: XANDO PEREIRA | Agência A Tarde 25.9.2008

Cintia Carina Santana Neves, comerciante na Feira de São Joaquim, em Salvador, nasceu em setembro e tem três filhos nascidos em setembro. Ela fez promessa para Cosme e Damião, ou Ibeji, os santos gêmeos que na Bahia são homenageados com um Caruru no dia 27 de setembro. Foto: XANDO PEREIRA | Agência A Tarde 25.9.2008

OS GÊMEOS E A INVERSÃO DA MESA

 

VILSON CAETANO DE SOUSA JUNIOR*

 

Para compreendermos o culto a Ibeji é preciso entender a importância do nascimento e da morte para os grupos africanos chegados ao Novo Mundo, particularmente ao Brasil. Ancestral de culto cercado de silêncios e mistérios, está presente em todos os padrões rituais reorganizados no Brasil chamados de nação. Tobossi para algumas tradições jeje, Mabaço para os angola-congo, Ibeji para a tradição ketu, ao menos aquelas presentes na cidade de Salvador, ou simplesmente “dois dois”, “os meninos”, como são chamados carinhosamente pela maioria das pessoas.

O culto a tal ancestral nos terreiros de candomblé aparece ligado às crianças, na nação angola-congo, chamadas de Nvunji e nas de tradição iorubá, erê. Todavia, o culto a “dois dois” ou ainda aos meninos não pode ser confundido ou restrito a estas.

No continente africano, o nascimento como a morte reveste-se de particularidade, pois remete a um dos conceitos mais importante de sua filosofia: a ancestralidade. Em linhas gerais, a ideia é de que somos um deslocamento de matérias ancestrais, ou seja: cada criança que nasce é um Baba Tundê, um antepassado que retornou para a comunidade; não no sentido de uma reencarnação cíclica, mas como uma semente que carrega as informações da nova planta.

Observando a natureza, africanos e africanas elaboraram por primeiro esta noção que mais tarde vai aparecer com o nome de genética. Neste sentido, não a criança, mas o nascimento e o duplo é algo particular. Há grupos vizinhos aos iorubás onde não nascem gêmeos. Ou seja, apenas uma criança fica no mundo. Não vamos entrar aqui nesta discussão, pois também temos outras formas de descartar nossos recém nascidos.

Fato é que Ibeji, ou o Mabaço possui enorme significado para os grupos, os quais nos referimos anteriormente. Tal ideia chega ao Brasil com os africanos e africanas e aqui se populariza a ponto de interferir na própria representação de santos católicos como Cosme e Damião, sem esquecer de Crispim e Crispiniano.

Eji na língua iorubá significa dois e bi é o verbo nascer. Desta maneira a própria formação do nome explica o seu sentido. Ibeji é nascer ou o nascimento de dois.

Certamente os mabaços sempre foram invocados, ora para proteger as famílias africanas fragmentadas e escravizadas, ou mesmo para garantir às crianças a Lei do Ventre Livre, por exemplo, uma das mais difíceis de ser concretizadas pois não libertava a sua mãe.

O nascimento dos gêmeos é tão importante que estabelece uma ordem na família. Assim, o terceiro filho para os iorubás é chamado Doun, “o terceiro”, ou aquele que veio após os gêmeos.

As mulheres africanas em linhas gerais eram muito férteis. Assim tanto a mortalidade infantil quanto a mortalidade da mãe eram vistas como algo particular e recebiam tratamento especial. Certo é que o momento de dar a luz era visto como algo cercado de cuidado. Isso também valia para os primeiros dias do recém nascido, que em algumas culturas só era apresentado à comunidade após o 17º dia, quando esta ouvia atentamente o seu nome. Nome que lhe acompanharia durante toda uma vida que não tem fim. Afinal, “os que nascem nunca morrem”. A perda de uma criança vai ser assim resignificada pela comunidade que luta o tempo todo para superar a morte, como ainda hoje a humanidade através das religiões.

Acredita-se, por exemplo, que quando uma mulher perde uma criança no parto ou quando esta morre ainda jovem, ou mesmo a sua mãe no momento em que está dando a luz, trata-se de uma criança concebida para passar pouco tempo na Terra, ou que está “brincando” com a sua mãe, “vindo e retornando”, são os chamados pelos iorubás abiku. Mais uma vez, temos o verbo nascer e iku, a morte. São os nascidos para morrer.

Este termo ganhou outra concepção no Brasil: para alguns, trata-se de pessoas que não precisam passar pelo processo de iniciação estabelecido por cada tradição religiosa. Todavia, abiku são também crianças que no momento do parto, experimentam de perto a morte, a exemplo daquelas que nascem com o cordão umbilical enrolado ora no pescoço ou em todo o corpo. Estas ao nascer recebem nomes especiais e são submetidos a ritos específicos para continuarem no mundo.

Sem falar que o cordão umbilical sempre recebeu tratamento especial para os africanos e africanas. Pena que a ciência oficial só tenha reconhecido tal importância na contemporaneidade, mas foram os nossos antepassados os primeiros a dizer que ele é uma espécie de síntese da vida da pessoa.

Assim, Ibeji liga-se diretamente aos nascidos para morrer, sobre os quais pouco se fala no universo afro-brasileiro, justificando de certa maneira a confusão entre estes e as crianças.

Cena da "inversão da mesa" – como define o antropólogo Vilson Caetano de Sousa Junior neste artigo – durante Caruru no Instituto Mauá, no Pelourinho. Foto: MANU DIAS | Agência A Tarde 27.9.2001
Cena da “inversão da mesa” – como define o antropólogo Vilson Caetano de Sousa Junior neste artigo – durante Caruru no Instituto Mauá, no Pelourinho. Foto: MANU DIAS | Agência A Tarde 27.9.2001

O culto aos gêmeos está ligado à ideia de continuidade e descendência, como o quiabo, comido pelos faraós do Egito. Assim como a cebola, representava o mundo representado nas camadas que a compõem, o quiabo estava ligado à continuidade. Podemos fazer esta experiência, colocando numa vasilha com água sementes de quiabo. Com um tempo, elas vão se juntando, formando a teia ou o futu, tão lembrado pela Makota Valdina, uma espécie de pacote que Nganga Zambi fez no início do mundo, onde colocou tudo.

Agora entende-se por que uma das iguarias mais apreciadas pelos gêmeos seja o chamado caruru. Na verdade os gêmeos comem de tudo. Comem tudo o que a boca come, como os ancestrais da terra. Isso exemplifica a antiguidade de seu culto.

Embora apareçam ligados à morte, os gêmeos são filhos do orixá Oxum. Pois vida e morte andam juntas. Oxum foi aquele ancestral nagô que, segundo um de seus mitos, no momento em que Deus distribuiu os poderes aos orixás, através de uma chuva, enquanto alguns se esforçavam para pegar o ferro, a terra e outros elementos, ela agarrou com as duas mãos o ovo, chamado de eyn. A partir daí ela passou a garantir a permanência de tudo que é sistema.

Oxum regula assim o ciclo menstrual, mas também o ciclo da terra que garante os frutos. Tempos atrás, este fato era relembrado em dezembro, quando se ofereciam as chamadas frutas do ano. Era uma festa. Oxum também cuida do intestino e de tudo que é “de dentro”. Assim, ela garante os gêmeos e todas as crianças.

Um trabalho sobre o significado destes ainda está para ser realizado, embora o Professor Vivaldo da Costa Lima já nos tenha presenteado com um texto sobre os meninos. Talvez isso seja explicado pelas dimensões tomadas pelo culto. O culto aos mabaços extrapola as religiões de matriz africana. Eles estão em todos os oratórios católicos de famílias que tiveram gêmeos.

Aos meninos é oferecida uma mesa, que neste dia é “arrumada no chão”, à maneira africana. Neste dia são as crianças que comem primeiro e têm o consentimento até de brindarem a saúde de todos com vinho.

Algumas vezes, as sete crianças recebem pratos individuais. Em outras, a comida é colocada numa grande gamela e todos comem e têm o direito de se “lambuzarem”. Todos comem com as mãos. Há casos em que as mãos das crianças são limpas na saia da dona da casa.

É a inversão da mesa, onde os rígidos códigos ocidentais como: não conversar, “comportar-se”, usar talheres, comer com a boca fechada são suspensos a fim de garantir a alegria, e a vida através da continuidade da comunidade. Viva as crianças.

*Vilson Caetano de Sousa Junior é doutor em Antropologia, professor da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia e filho do terreiro Pilão de Prata, em Salvador


COSME E DAMIÃO – BAIANICES

posted by Jary Cardoso @ 9:24 PM
22 de setembro de 2009
 

FOTO: XANDO PEREIRA | AGÊNCIA A TARDE

FOTO: XANDO PEREIRA | AGÊNCIA A TARDE

A FESTA DOS SANTOS MENINOS

 

por zédejesusbarrêto

 

Setembro, na Bahia, é o mês de São Cosme. Do Caruru de Cosminho, servido em casa de pobre e rico, festa dos meninos, obrigação nos terreiros. É comum, em toda casa baiana, até nos escritórios, se ver entronizado ou em cima de um móvel de um canto de sala a imagem dos santinhos gêmeos, os mabaças, de todos os tamanhos e formatos, espécie de amuleto das famílias, para guarda e proteção dos filhos.

O Dia de São Cosme e Damião, festa católica, é 27 de setembro. Dia de missa, caruru, brinquedo, doces e festança para as crianças até na paróquia dos santos, no bairro da Liberdade. Dia de folia, comilança, oferendas e agradecimento também nos terreiros de candomblé baianos, para os Ibejis, o dois-dois, alegria dos erês (meninos). A festa do caruru, do pagamento de promessas feitas pela saúde dos filhos menores. Uma tradição na Bahia.

 

Missa pedida pra São Cosme

Nas ruas da capital e cidades do recôncavo, sobretudo, ainda se vê, desde o começo de setembro, jovens ligados à religião do candomblé vestidos como num terreiro, levando na cabeça um tabuleiro cheio de pipocas, doces e uma pequena imagem ou um quadro de São Cosme e São Damião amarrados com fitas de cores verde e amarelo, abordando as pessoas na tentativa de angariar fundos para a festa da comida farta:

Missa pedida pra São Cosme!”, dizem, enquanto mostram o tabuleiro com alguns trocados. A pessoa dá se quiser e quanto quiser, o santo agradece. Costumes baianos que perpassam a história e têm suas origens na mistura de etnias, culturas e crenças que na Bahia se deu, desde o século XVI, e ainda se dá.

Filhas-de-santo pedem ajuda para o caruru de Cosme e Damião. Foto: Xando Pereira | Agência A Tarde

Filhas-de-santo pedem ajuda para o caruru de Cosme e Damião. Foto: XANDO PEREIRA | Agência A Tarde

 

São Cosme e São Damião, rezam os católicos, eram irmãos gêmeos nascidos de uma mulher árabe, convertida ao cristianismo, de nome Teodora, no século III DC, plena decadência do Império Romano. Adultos, dedicaram-se à cura dos males do corpo e da alma, pela palavra, sendo por isso perseguidos e martirizados por ordem do então imperador Deocleciano. Com o martírio, veio o culto e a santificação católica dos santos médicos. Os portugueses trouxeram a devoção às terras baianas.

 

A simbiose com as crenças trazidas pelos escravos africanos aconteceu a partir da mitologia dos iorubas. Nancy de Souza (Dona Cici), contadora de histórias da Fundação Pierre Verger, diz que os mabaças ou gêmeos Ibejis (ib = nascer e ejis = dois) foram fruto do amor de Xangô com Iansã, criados por Oxum, a entidade das águas doces. Eram um casal, macho e fêmea, dualidade da energia da vida. Os ibejis representam a prosperidade, a energia e a alegria infantil. A eles recorrem os adeptos quando uma criança adoece. Os rituais dos terreiros, no dia 27, são de agradecimento pela cura de alguma doença e pedidos pela vida e saúde das crianças.

Entre senzalas e casas grandes, mães pretas e vigários, batuques e orações, o caruru de Cosminho tornou-se uma tradição tipicamente baiana, manifestação de uma fé única, como só acontece na Bahia. Na paróquia de São Cosme, que fica no bairro negro da Liberdade, há missas de hora em hora, das seis da manhã às sete da noite. A mais solene, celebrada pelo cardeal Dom Geraldo Magela Agnelo, acontece às 10 e a procissão pelas ruas do bairro, com imagem dos santos, às 17 horas. É comum a presença de pessoas na igreja em trajes de candomblé e a distribuição de balas e brinquedos para as crianças na porta do templo.

 

O Caruru de Cosminho

A mesa do Caruru de São Cosme – ou de Cosminho servido nas residências baianas no dia 27 é farta e trabalhosa. Geralmente, uma tarefa executada em mutirão por toda a família, vizinhos e amigos desde o amanhecer do dia com o corte dos quiabos, a feitura dos pratos que o acompanham, a decoração e enfeite da casa e a arrumação da mesa para receber bem os convidados e, sobretudo, as crianças.

O caruru, prato principal, é colocado na mesa ao lado dos acompanhamentos: acarajé, abará, vatapá, feijão de azeite, banana da terra frita, arroz branco, xinxim de galinha, feijão preto, milho branco cozido, farofa de dendê, pipoca, rolete de cana, pedaços de coco seco e rapadura, no mínimo. No preparo do caruru, a dona da casa coloca sete quiabos inteiros e quem tiver um deles no prato tem a obrigação de oferecer um caruru em sua residência, no ano seguinte.

Os convidados devem ser servidos um a um e recebem o prato arrumado com todos os elementos. A festa deve começar por volta das cinco da tarde e só termina à meia-noite.  

 

Sete meninos são os primeiros a comer o tradicional caruru do Instituto Mauá, no Pelourinho (Salvador-BA). Foto: FERNANDO VIVAS | Agência A Tarde 27.9.2004

Sete meninos são os primeiros a comer o tradicional caruru do Instituto Mauá, no Pelourinho (Salvador-BA). Foto: FERNANDO VIVAS | Agência A Tarde 27.9.2004

 

Mas, antes de começar a servir os convidados, um prato bem grande de cerâmica ou uma gamela de madeira, contendo todos os elementos da mesa, é colocado numa esteira no chão e sete crianças, em torno, devem comer dali, com as mãos, e se lambuzar até se fartar. Só então os convidados devem ser servidos.

 


PREGUIÇA BAIANA – POR NIZAN GUANAES*

posted by Jary Cardoso @ 2:54 PM
22 de setembro de 2009

Não gosto quando se referem à Baianidade com o estereótipo da preguiça. Da falta de sofisticação. Pierre Verger fotografou a Bahia, e os corpos que ele retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura.

São homens açoitados pela escravidão. A Bahia é graça, prazer, leveza, mas ela é também luta. O Brasil ficou independente com um grito em 1822. A Bahia teve que lutar, morrer e vencer para expulsar de vez os portugueses em 2 de julho de 1823.

Castro Alves, o maior poeta brasileiro, morreu aos 24 anos, deixando uma obra imensa. Ou seja, trabalhou muito para deixar tanto em um tempo tão curto de sua existência.

Todos os anos o povo da Bahia anda 12 quilômetros com potes de água na cabeça para lavar as escadarias de nosso pai, Oxalá.

No Carnaval baiano, enquanto milhões se divertem, milhares trabalham dia e noite cantando, tocando, vendendo, para que o nosso povo e gente de todo o mundo possam se divertir.

Além disso, quem construiu todas aquelas igrejas, aqueles fortes, monumentos? Nós. Quem colocou cada pedra no Pelourinho? Nós. Quem foi açoitado no tronco que deu ao Pelourinho seu nome? Nós.

Quem escreveu músicas, filmes, encenou, pintou, esculpiu parte significativa da produção artística deste país? Ano após ano, década após década? Nós, os baianos.

Joana Angélica, Maria Quitéria são ruas no Rio de Janeiro, mas na Bahia são sofrimento, luta e heroísmo.

A Bahia é luta, mas ela compreende que a vida não é só isso. E não é.

E é por isso que essa tal Baianidade atrai em todas as férias e feriados estressados de todo o mundo.

Na costa da Bahia, o melhor conjunto de resorts do Brasil foi construído para que você possa experimentar o melhor da vida, e a gente trabalha enquanto você descansa.

O reitor Edgard Santos, baiano de boa cepa, fez uma das significativas obras de produção acadêmica e cultural, com contundente dedicação.

Lamento que a Bahia seja tão amada, tão exaltada e tão pouco compreendida.

Todos aqueles coqueiros e boa parte das frutas e especiarias que a Bahia tem não nasceram ali: vieram de outras índias e foram plantados pelas mãos calejadas do povo da Bahia.

Mas o mundo é de percepção. E, lamentavelmente, as novas gerações, por incompetência nossa, herdaram a parte mais vulgar, mais inculta, mais básica e folclórica desta Baianidade.

Cabe a nós, os velhos, passarmos pela tradição oral, que é de fato Baianidade.

E lembrar a quem dança na Bahia que, enquanto ele dança, alguém toca. Que enquanto ele reza, alguém constrói igrejas.

Ou seja, na Bahia o trabalho é voltado para o lazer e encantamento do mundo.

E toda vez que você chegar estressado e branco e sair moreno e feliz, chegar descrente e sair otimista e apaixonado, nosso trabalho, nosso papel no mundo estará sendo cumprido.

Baianidade é enfrentar a dura vida de uma maneira que ela pareça menos dura e mais vida.

E para que exerçamos a plena Baianidade, é preciso que entendamos plenamente do que é que somos orgulhosos.

Sou orgulhoso da Bahia mãe de Menininha, Cleusa, Carmem, Stella, do grande Obarain e de Padre Sadock, Padre Luna e Irmã Dulce.

Sou orgulhoso da Bahia de Ruy Barbosa, Glauber, ACM, Luis Eduardo, Jaques Wagner, Waldir Pires – estilos diversos da mesma paixão baiana que nasceu no 2 de julho.

Sou orgulhoso de Gil, Caetano, Bethânia, Gal, de Jorge, meu amigo amado.

Sou orgulhoso de Carybé, Verger, Lícia Fábio, que não nasceram na Bahia, mas a Bahia nasceu deles.

Sou, enfim, orgulhoso dos filhos da Bahia. E por isso sou tão orgulhoso do Brasil.

O Brasil é o maior filho da Bahia. Ele nasceu lá no dia 22 de Abril de 1500 e é por isso que os brasileiros ficam tão felizes quando vão à Bahia. Porque eles estão, na realidade, visitando os parentes, revendo suas raízes.

Baianidade é enfim o DNA do Brasil, é o genoma do país. Quando o Brasil vai à Bahia, ele volta para casa.

 

(*Nizan Guanaes, autor deste texto, é baiano de Salvador, publicitário e empresário)



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