Archive for janeiro, 2010


RUMO À PERDIÇÃO DA CIDADE DA BAHIA

posted by Jary Cardoso @ 11:00 PM
31 de janeiro de 2010

Ilustração de BRUNO AZIZ

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texto de LOURENÇO MUELLER*

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Seguramente poucas pessoas leram Peter Hall em suas alentadas 1.169 páginas de Cities in civilization, publicado em 2001 e ainda não traduzido para o português. Neste livro o autor identifica períodos de prosperidade e glória urbana de algumas cidades do mundo ao longo da história de forma destacada e brilhante, como Paris do século 19, Viena da Belle Époque e Berlim da República de Weimar, antes da Guerra. Ele fala de “Idades de Ouro”.

Poderíamos dizer que a nossa Salvador também já teve a sua “idade de ouro” entre as distantes décadas dos séculos 17 e 18, quando esta cidade colonial portuguesa foi entreposto portuário da produção agrícola de açúcar do Recôncavo e do comércio de escravos e a principal cidade do império português de além-mar.

Bem mais recente foi uma onda cultural que pareceu animar a velha capital em meados do século 20, vibrada pela univers(al)idade magnificamente dirigida por Edgar Santos, que para cá trouxe alguns homens que ajudaram a produzir nosso caldo de cultura e arte, “culinária” tão notável quanto a própria cozinha feita com o óleo dourado do fruto de uma palmeira.

Lembro isto para provocar intelectuais, artistas, associações, quadros do governo, políticos… todos transmutáveis em militantes de um projeto comum, uma discussão generalizada sobre Salvador e sua região metropolitana, como já se falou, avaliada ao longo do ano de 2009 por A TARDE [jornal de Salvador, onde, no espaço de Opinião, este artigo foi originalmente publicado, em 24.1.2010].

A provocação procede por diversas razões, que em comum têm a ambivalência da possível salvação/perdição da cidade:

1-A conjuntura política em ano de eleição e a oportunidade para as cobranças do eleitorado.

2-Os recursos federais disponibilizados para a cidade que será uma das sedes da Copa.

3-Uma série de intenções governamentais de intervenção no espaço urbano e regional que ameaça transformar a cidade numa Babel urbanística onde “poucos” $e entendem.

4-E por último uma certa imanência não logística que nos faz supor que as pessoas, mesmo os atores deste processo, não pensam coerentemente na sua gestão.

Mas duais como costumam ser as coisas, essas três emergências de fato junto com a última subjetividade podem servir a Deus e ao diabo, sobretudo a este, que está “na rua, no meio do redemoinho”, premissa básica de Guimarães Rosa no seu rizomático romance, ícone da literatura brasileira, Grande Sertão: Veredas.

Variáveis de uma equação espacial inevitavelmente configuradas no solo regional da Cidade da Bahia, são tantas e tão confusas que prefiro falar metaforicamente, sobretudo porque outros, neste mesmo espaço, têm dado nome aos bois, ou quase…

Ações isoladas, não planejadas, sem percepção do todo, sem coordenação interativa e sem participação efetiva de cidadania pode levar a equívocos muito mais difíceis de corrigir depois de executados do que se tudo tivesse sido discutido antes, como provam as primeiras construções do metrô que deixaram inúteis e indeléveis colunas com nosso dinheiro nelas concretado.

Com bons olhos eu li, dias atrás, a intenção do secretário estadual de Planejamento, Walter Pinheiro, de fazer a Conder [Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, empresa pública] retornar à sua função original de planejar a região metropolitana de Salvador.

Seria ao menos sensato que grandes projetos estruturantes, de infraestrutura, turísticos ou esportivos, pudessem ser mostrados e discutidos com o principal interessado que é, se ainda não me falha a memória, essa figura coincidente de eleitor, pagante e habitante.

Revelação das vontades políticas, transparência de programas, destinação de verbas, posicionamentos próprios daqueles que pensam a cidade-região e o desejo popular deverão encontrar formas de visibilidade midiática, interatividade face-a-face e interfaces em linguagem apropriada para a compreensão dos habitantes, sob pena de essas mesmas circunstâncias se transformarem no portal dantesco tão manjado, onde estará escrito:

“Deixai fora toda esperança, vós que entrais”.

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*Lourenço Mueller é arquiteto e urbanista

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OH QUÃO DESSEMELHANTE…

posted by Jary Cardoso @ 8:00 PM
31 de janeiro de 2010

Transcritos do espaço de Opinião do jornal A Tarde, seguem três textos que falam com paixão de mazelas da Cidade da Bahia, triste Bahia…

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Medonha realidade

e mal dita verdade

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texto de zedejesusbarreto

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No Arraial do Retiro, pleno dia, grupos de jovens circulam com armas na mão e na cintura, à mostra, exibindo força, a população amedrontada. Dia sim dia não, aparecem corpos de jovens semelhantes executados nas quebradas do bairro.

Outro dia, no Saboeiro, apanharam uma garota de 16 anos com drogas e uma submetralhadora azeitada, no ponto. Faz medo passar de carro no Alto da Santa Cruz, Bairro da Paz, Massaranduba, São Cristóvão, quebradas suburbanas, esquinas pitubanas, Beiru, Valéria… onde gangues ditam leis, fecham o tempo, executam e são executadas por rivais, justiceiros e policiais. Rotina.

A média de assassinatos a cada fim de semana na Grande Salvador já ultrapassa a casa dos 20. Chacinas aqui e ali. Nunca se viu. Morrem, na absoluta maioria, jovens pobres sem educação doméstica ou escolar e nenhuma perspectiva. Para que se sintam inseridos na sociedade de consumo só veem um caminho diante e rápido: o mundo das drogas.

Dinheiro, poder, sexo, farra… e pactos de morte. Para nossos meninos e meninas, a vida vale um bom pagode, todo enfiado, apenas. O que mais lhes ensinam?

Os cadáveres boiam nos passeios, às portas, e nas telas da tevê, entre anúncios de grife, moto barata, latões de cerveja e belas bundas. Ao alcance dos olhos, do bolso, das mãos armadas.

Semana passada, duas e meia da tarde em plena Paralela, um homem branco, bem vestido, meia idade, sentiu-se ameaçado por um doido ao volante que o raspou em velocidade e, na sinaleira vermelha próxima, saiu de dentro do carrão bradando ódio com uma pistola reluzente em punho, dedo no gatilho, pondo dezenas de motoristas em pânico, aos gritos.

Às madrugadas, já é comum o cidadão acordar assustado com os pipocos, sem direito a olhar pela janela, balas perdidas, crianças chorando.

No Centro Histórico da maltrapilha cidade tropeçamos sob o sol em restos humanos, lixos do crack e do álcool, que amedrontam e nos envergonham.

Às vésperas do BaVi em Pituaçu, turmas da Bamor e da Imbatíveis marcam a porrada já rotineira pela internet. Não torcem por gols, querem sangue. Ignora-se.

Aos poucos, mesmo sem querer, a velha Bahia vai incorporando o pavor, criando novos comportamentos, modificando sua índole, sua alma, em função da violência que sobe os muros feito hera daninha, sem controle, permeando e trancafiando vidas.

Tempos de guerra, dizem as autoridades, acenando com mais armas, confrontos e novos presídios. Bala com bala, dente por dente. A lógica do extermínio. Ué, é o caminho?

Ano de eleição, repasso o discurso de tantas campanhas: Projetos preventivos, câmaras nas ruas, desarmamento, polícia comunitária e cidadã, uso da inteligência e de ações sócio-educativas, escola, iluminação e transporte decentes, programas-piloto nos bairros, inserção de jovens no mercado de trabalho, sem o fedor de lixo nas calçadas, sem discriminações e com oportunidades para os que mais precisam.

Mas, o que conseguimos? Os marqueteiros do ‘horário eleitoral gratuito’ afiam a pena das ilusões. Já contam os votos. É o jogo!

Diante da barbárie estabelecida, leio sobre a criação do Programa Nacional de Direitos Humanos e sonho com assombrações reaparecidas dos túmulos da ditadura. A Constituição da redemocratização, parece, não tem mais serventia.

Estabelece-se, então, a ‘Comissão da Verdade’. Apesar dos ‘bons propósitos’, sinto ranço de inquisição, até no nome. Leio-o em voz alta e comadre Zefa, ao lado, me pergunta em bom baianês:

“Mas que verdade é essa assim que o sinhô fala?”

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zédejesusBarrêto, jornalista e escrevinhador.

20jan/2010.

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FAROL, CARNAVAL E POESIA

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texto de WALTER QUEIROZ JR.

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Quando essa bela cidade do mar ainda nem sonhava ser uma metrópole, o xaréu prateava as redes com fartura e as serenatas no Abaeté eram possíveis. O Bahia e o Vitória respeitavam o Ypiranga, o Botafogo, o Galícia.

As sorveterias Cubana e Primavera, todas as tardes, percorriam com seus carros os principais bairros da cidade e tocavam um sininho para renovar nossos doces desejos. A gente vibrava com as regatas da Ribeira, a Festa da Lapinha era um primor e, particularmente, me comovia o terno da Rosa Menina.

Nosso centro de cidade muito pouco devia aos das melhores capitais com seu mosteiro, seus palácios, cinemas, magazines, cujo o acesso aos mesmos se fazia por democráticos bondes que a nossa miopia ancestral se encarregou de deletar.

Quando o Farol da Barra reinava como espaço lindo e lúdico para onde acorriam pressurosos pais e filhos e netos, enamorados de todas as idades para comer pipoca, acarajé e assistir o seu sempre deslumbrante por do sol, o seu entorno era todo verdinho, apenas enfeitado por margaridas do campo.

Assim foi um dia (óh têmpora, óh mores!) e certamente nada será como antes, mas faço um apelo ao prefeito João Henrique que tem demonstrado especial carinho pelas praças e outros sítios: reponha a grama do Farol! Não é justo que, em nome da festa, palanques, camarotes, edificações de qualquer natureza danifiquem os espaços públicos.

Além disso, Excia., é imperioso incentivar as bandas e orquestras com seus sonoros metais (alô Fred Dantas, alô Reginaldo, alô Paulo Primo!) em Salvador no justo momento em que renascem vigorosas no Carnaval carioca e continuam brilhando em Recife.

Venho há quatro anos pleiteando um poético espaço alternativo. Um oásis acústico no Rio Vermelho, um bairro de notória vocação boêmia, para manter acesa a chama dos eternos carnavais e o Para o Ano Sai Milhó viria conosco! Um espaço inovador e alto astral onde foliões de todas a idades possam brincar em paz. Com a palavra, o vice-prefeito Dr. Edvaldo Brito, coordenador do carnaval.

Tomara que este ano eu lhe encontre de novo…” W.Q.

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*Walter Queiroz Jr. – Compositor, membro da Confraria dos Saberes

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SALVADOR MUDOU-SE

PARA O RIO DE JANEIRO

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texto de ARMANDO AVENA*

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O Rio continua lindo e, para apreciá-lo, abri a janela em frente ao mar de Ipanema. Qual não foi meu espanto! As areias da praia onde passeava a garota de Tom e Vinícius estavam cheias de barracas.

Esfreguei os olhos, mas elas estavam lá, com horrorosas cadeiras de plástico espalhadas pela areia. Eram barracas de alvenaria com cozinhas e sanitários imundos despejando dejetos na areia da mais badalada praia do Brasil.

Em volta delas, um emaranhado de gatos puxados dos postes da rua e outro emaranhado de tubos de PVC que se afunilavam em chuveiros onde banhavam-se clientes e moradores das barracas (sim, havia pessoas morando nelas!).

Ao longo da orla uma floresta de cactus escondia o mar (o que fazem os cactus na praia, pergunta o meu coração?) e, vez por outra, deles emergia um transeunte aliviado de suas necessidades fisiológicas, ou um marginal que espreitava para assaltar o transeunte.

Uma favela havia se instalado nas areias de Ipanema e, por um momento, pareceu-me que o Morro Dois Irmãos deixava de apontar o céu, torcendo-se em direção à praia, para denunciar a aberração.

Meus olhos buscaram a beleza no lado oposto e deram com um circo meio desmantelado, armado em pleno canteiro central da Avenida Vieira Souto, ao lado de uma inconcebível pista de bicicross.

Um anjo, pendurado em meu ombro esquerdo, lembrou-me que o circo tinha relevante papel social, mas um diabinho, devidamente postado no ombro direito, avisou-me que se ele tinha tal privilégio, todo os demais circos da cidade deveriam ter o mesmo direito.

Voltei-me para o Arpoador e a bela praia estava escondida pela sede desmantelada do meu querido Esporte Clube Bahia e mais perplexo fiquei quando vi, em frente à Casa de Cultura Laura Alvim, o parque do Aeroclube, semiabandonando, escondendo o mar de Ipanema.

A ciclovia que permitia aos ciclistas pedalar apreciando o mar e as Ilhas Cagarras havia se deslocado para cima do passeio e bicicletas se misturavam perigosamente com transeuntes.

Já estava convencido da minha loucura quando percebi que o Barril 2000 havia se mudado para o lado da praia e travestido do Caranguejo e Cia, ou sei lá o que, obstruía o mar e jogava seus esgotos na ciclovia que margeava a praia.

Foi então que tive uma dolorosa certeza: o Rio copiou Salvador e Ipanema havia se transformado em Piatã.

O anjo em meu ombro cutucou-me afirmando que a prefeitura estava tentando melhorar esse quadro, iluminando a orla, criando uma praça no terreno do Clube Português, pintando os postos salva-vidas e que o responsável pela manutenção das barracas e pelo abandono do Parque do Aeroclube era a Justiça e sua proverbial morosidade.

Mas o diabinho, do outro lado, gritou irritado que era muito pouco, que a orla de Salvador era o maior lazer dos baianos e a vitrine da Bahia e que, por isso, o governo do Estado, a prefeitura, o governo federal e quem mais fosse deveriam unir-se em prol do maior patrimônio natural de Salvador, como, aliás, fez o governador João Durval Carneiro, o último a perceber que a orla é auréola que faz de Salvador uma cidade santa.

Anjos e diabos sempre terminam por me irritar, por isso, espantei a ambos, mas continuei perplexo ao ver que na bela orla de Ipanema havia dezenas de terrenos baldios, supermercados, concessionárias de automóveis, borracharias e cabarés, todos devidamente postados de frente para o mar. E que todo o tipo de comércio conseguia alvará para mirar as ondas de Ipanema.

Foi então que tive a certeza de que a orla de Salvador havia se mudado para o Rio de Janeiro.

Mas de repente, suando frio pela força do pesadelo, acordei e Ipanema estava lá, sem barracas, sem construções escondendo o mar, sem prédios abandonados, linda como a cidade maravilhosa. Estava lá como Tom e Vinícius a deixaram e como Caymmi esperava que tivessem deixado as praias da sua querida Salvador.

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*Armando Avena – Escritor, economista, ex-secretário do Planejamento do Estado da Bahia

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UMA UTOPIA DE LUGAR

posted by Jary Cardoso @ 6:31 PM
31 de janeiro de 2010

Ilustração de GENTIL

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texto de MARCELO FERRAZ*

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Podemos afirmar com segurança que, dos anos 1960 para cá, nossas grandes cidades só pioraram, e muito: no trato do espaço público, no conforto necessário à vida gregária, enfim, retrocedemos em matéria de urbanidade.

Paradoxalmente, nossas cidades nunca deixaram de simbolizar a esperança de uma vida melhor, com trabalho, escola, futuro para os jovens, acolhendo levas e levas de migrantes do campo e de pequenas comunidades.

Mas a realidade bate forte: esse crescimento descontrolado e perverso nas relações de poder e da posse da terra, esse inchaço aliado à ignorância na gestão do espaço urbano transformou a cidade promessa de “céu” em verdadeiros infernos de violência e tragédias.

Temos um grande passivo a ser recuperado se ainda acreditamos na possibilidade de uma vida cidadã. Os grandes planos diretores das últimas décadas ficaram no papel por absoluta falta de sensibilidade política de ouvir, ver e propor a partir das necessidades e da realidade da vida de uma sociedade plural.

Cada cidade, com sua história, sua geografia física e humana, suas características e originalidades apontam saídas e soluções diferenciadas para seus problemas urbanos. Não há modelo pronto. Salvador, com toda sua exuberância e “saber de experiência feito”, tem muito a nos ensinar. Devemos partir desse conhecimento, dessa lição de fazer cidade para atacar qualquer problema urbano atual.

Neste momento, uma onda de novas ações urbanísticas se abate sobre nossas capitais em função da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. E Salvador, por seu potencial turístico, está nesse foco. Se a realidade que se nos apresenta é essa – oportunidade de mudar nossas cidades em função de efemérides –, vamos lá; se não planejamos e cuidamos de nossas cidades como deveríamos cuidar – sempre, no dia a dia –, vamos lá. O importante é não criarmos mais simulacros de cidades.

Estamos apresentando publicamente, dentro de uma ação mais ampla da prefeitura municipal, um projeto ambicioso para reformar toda a Cidade Baixa de Salvador, uma proposta que vai do Campo Grande (Forte São Pedro) até a Ribeira; da borda da água até o topo da cumeada do frontispício. Não é um plano, é um projeto urbano que pode ser resumido em seis pontos:

- Abertura da frente marítima da cidade para toda a população;

- Criação de espaços públicos qualificados visando a acessibilidade universal e o conforto urbano;

- Recuperação urbanística e paisagística de toda a encosta – o frontispício como a mais forte imagem da cidade;

- Criação de sistema eficiente de transporte público que articule todos os setores da Cidade Baixa e estabeleça novas conexões com a Cidade Alta;

- Incremento da habitação com a recuperação e ocupação dos edifícios e áreas degradadas e/ou subutilizadas;

- Implantação de rede de equipamentos de grande porte destinados à cultura, ao esporte e ao lazer da população, as “cidadelas sociais”.

É um projeto viável. E como motor desse projeto é preciso ter em mente o que foi Salvador nos séculos passados até os anos 1950, tomar a sabedoria arquitetônica e urbanística dos nossos antepassados como espelho, ou desafio às novas intervenções. E isso deve nos encorajar a propor e tomar decisões.

Acreditamos que, com uma ação integrada do poder público com o poder privado e a sociedade civil podemos mudar uma cidade maltratada e ofendida por décadas de negligência e abandono.

É com esse espírito que nosso grupo de arquitetos – Alexandre Barreto, Cícero Ferraz Cruz, Francisco Fanucci, Marcio Targa, Maurício Chagas, Nivaldo Andrade, Sergio Ekerman e eu –, convidado a encarar este desafio, elaborou um projeto preliminar para a cidade baixa, e que a partir de agora se torna público para ser discutido, criticado e aprimorado. Não é um sonho ou devaneio urbanístico, mas contém o sonho de uma cidade melhor e para todos. Com a comunidade soteropolitana, a palavra.

Parafraseando Antonio Risério em seu brilhante ensaio sobre Dorival Caymmi, que a Cidade da Bahia possa voltar a ser “uma utopia de lugar”.

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*Marcelo Ferraz, arquiteto – Brasil Arquitetura

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