Archive for março, 2010


Fé/ Semana Santa/ Páscoa

posted by Jary Cardoso @ 4:18 PM
31 de março de 2010

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texto de zédejesusbarrêto

(especial para o Jeito Baiano)

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A cruz é signo, sinal

uma marca da humanidade.

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O maior símbolo da civilização ocidental.

E cristã.

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Gosto da cruz, suas formas…

Mas constrange-me o crucificado.

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Crucifixão é treva, é morte.

Já a simples cruz redime, é luz.

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O que dá sentido à paixão da sexta-feira santa

é o domingo da páscoa.

A ressurreição.

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Não fosse o sepulcro vazio resplandecente,

o martírio do calvário de Jesus, o Nazareno

seria apenas mais uma execução em Jerusalém.

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O Cristo do Gólgota foi redimido pela glória do ressuscitado.

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Ressurgir é renascer.

Vida que se recria e se renova, perenemente.

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Arte de Deus.

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Perdão e amor.

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Mesa farta. Cordeiro partilhado.

Ovo e coelho. Fecundidade.

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O cristianismo se fundamenta no renascimento da Páscoa.

No túmulo vazio.

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Na cruz

lisa e bela.

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Caminhos.

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Gosto da cruz, o signo

Constrange-me o crucificado

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MÃE SENHORA – 110 ANOS DO NASCIMENTO

posted by Jary Cardoso @ 12:30 AM
31 de março de 2010

Foto de PIERRE VERGER copiada do Google Imagens

 

OXUM MUIWÁ

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texto de JOSÉ FELIX DOS SANTOS*

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Maria Bibiana do Espírito Santo, a Mãe Senhora, Oxum Muiwá, filha legítima de Félix do Espírito Santo e Claudiana do Espírito Santo, nasceu em 31 de março de 1900, na Ladeira da Praça em Salvador, Bahia.

Era descendente da nobre e tradicional família Asipá, originária de Oyo e Ketu na África, importantes cidades do império Yoruba. Sua trisavó, Sra. Marcelina da Silva, Oba Tossi, foi uma das fundadoras da primeira casa da tradição nagô no Brasil o Ilê Axé Aira Intile, Candomblé da Barroquinha, depois Casa Branca do Engenho Velho, que deu origem aos terreiros do Gantois (Ilê Axé Omi Iyamassê) e o Ilê Axé Opô Afonjá, do São Gonçalo do Retiro.

Não se tem muita informação sobre a vida de Maria Bibiana, do nascimento até os 7 anos, talvez em razão da pouca importância que se dá nas comunidades de candomblé aos fatos e datas da vida secular e do pudor cerimonioso com que são tratados os fatos da vida pessoal dos seus membros, sobretudo aqueles tornados líderes, com uma posição e autoridade a serem preservados.

O que sabemos é que foi iniciada aos 7 anos de idade e, nesta época, já recebeu de sua mãe-de-santo, Eugênia Anna dos Santos, Mãe Aninha, Obá Biyi, a “cuia” que pertencera à sua bisavó, Marcelina Obatossí. O merecimento excepcional obtido por Senhora em tão tenra idade, deveu-se à sua linhagem familiar e espiritual.

Senhora foi preparada por Obá Biyi para ser sua sucessora. No Axé Opó Afonjá foi a Ossi Dagã e nas ausências de Mãe Aninha, assumia os cuidados com o culto e os filhos da Casa, auxiliando as tias e irmãs mais antigas no comando da comunidade.

Com a morte de Mãe Aninha e “depois de realizadas todas as obrigações e preceitos de acordo com a liturgia da seita, e tudo regularizado dentro do Axé Opô Afonjá”, em junho de 1939, Mãe Senhora assume, ainda com o título de Ialaxé, a direção do terreiro – “como era de direito, devido à sua tradicional família da nação Ketu, ao lado de Mãe Bada, Maria da Purificação Lopes, Olufan Deiyi, já idosa, mas reconhecidamente sábia e experiente, propiciando uma transição segura e tranquila até a sucessão concluída com sua morte e luto ritual. Segundo Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi, seu único filho biológico, Mãe Senhora torna-se de fato e direito a Ialorixá do Axé, em 19 de agosto de 1942.”

No Ilê Agboulá, comunidade do culto dos Eguns de Ponta de Areia, ilha de Itaparica, exerceu sua liderança e recebeu o título mais elevado dado a uma mulher – Iya Egbé.

Sua fé em Xangô era inabalável, e sua dedicação ao orixá de sua mãe-de-santo era “maior até que ao seu próprio orixá” – que ela chamava de “meu anjo da guarda”.

Mesmo não residindo “na roça”, estava presente e tudo controlava com extremo rigor e pontualidade, empenhando todos os esforços para a fidelidade dos preceitos com entusiasmada dedicação.

Esta Senhora de Oxum de forte personalidade, deu seguimento às comemorações e festas tradicionais de acordo com o calendário estabelecido por Dona Aninha. Mantinha muitos dos hábitos instituídos por sua mãe-de-santo, como ter a sua manutenção econômica assegurada por atividade independente do sacerdócio.

Vivia o sacerdócio como uma missão. A partir de 1942, Senhora, já ialorixá, começou a tomar providências importantes para neutralizar as reticências e oposições que por ventura ainda perdurassem no interior do egbé e a substituir cargos tornados vacantes por afastamento, morte ou para reforçar sua liderança.

Criou então os cargos de substitutos no quadro dos Obás de Xangô – os otuns e os ossi obás – ou seja, os primeiros e segundos substitutos dos titulares, ampliando o quadro inicial dos 12 titulares para 36. E aprimorou a instituição, definindo suas funções e estendendo a escolha dos obás para o âmbito social, além dos limites da comunidade religiosa.

Provavelmente já como fruto desta nova orientação no corpo dos obás, Senhora e o Axé começaram a colher frutos importantes. Pierre Verger, que desde 1946 fixara residência na Bahia e, a partir de 48, fazia frequentes viagens à Africa, já desenvolvendo pesquisas, tornou-se um interlocutor interessado na retomada das relações entre afro-brasileiros e africanos. Foi assim, que em 1952, Dona Senhora, Oxum Muiwá, recebeu do Oba Adeniram Adeyemi, o Alafin (rei) de Oió, na Nigéria, um edun ará e um xerê de Xangô, acompanhados de uma carta, tratando-a com título de Iyanassô.

Como explica Vivaldo da Costa Lima, num artigo intitulado Ainda sobre a Nação Queto, Iyanassô é um título altamente honorífico, privativo da corte de Alafin de Oió, isto é, o “rei de todos os yorubás”. É a Iyá Nassó quem, em Oió, a capital da nação política dos yorubás, se encarrega do culto de Xangô, a principal divindade dos yorubás e o orixá pessoal do rei.

Dona Maria Bibiana do Espírito Santo comungava do entusiasmo de Pierre Verger de verem reatadas as relações culturais com a África e recebia com frequência a visita de intelectuais e embaixadores de países africanos como Daomé, Ghana e Senegal. O governo senegalês conferiu-lhe, em 1966, a comenda do “Cavalheiro da Ordem do Mérito”, pelos relevantes serviços prestados na preservação da cultura africana no Novo Mundo.

 

Mãe Senhora quando jovem

Dona Senhora de Oxum teve a satisfação de ver reconhecida a sua liderança espiritual, ainda em vida, em muitas homenagens que recebeu:

Em 1957, por ocasião do cinquentenário de sua iniciação, foi homenageada com uma grande festa no barracão do Axé lotado dos filhos-de-santo, obás e demais integrantes do egbé, delegações dos mais diversos candomblés da Bahia, personalidades da vida intelectual, muitas delas vindas do Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive representações do presidente Juscelino Kubitschek e do seu ministro da Educação.

Em 1959, por ocasião do IV Colóquio Luso-Brasileiro, realizado pela UFBA, Dona Senhora ofereceu no Axé um grande amalá de Xangô, numa festa pública dedicada aos congressistas. Durante a festa, o escritor Jorge Amado saudou os convidados, em nome do terreiro e de sua ialorixá, dizendo “…Estais em vossa casa porque este terreiro de Xangô, este candomblé de Senhora, tem sido – permanentemente e sempre – uma casa da cultura e da inteligência baiana… somos orgulhosos deste templo e de seu significado. Aqui passaram e estudaram Martiniano do Bonfim, babalaô da casa, nosso Édison Carneiro, o feiticeiro Pierre Verger e hoje nós, homens de cultura, somos os defensores do seu segredo e de sua grandeza, ao lado desta figura invulgar de mulher, feita de uma só peça, rainha, se a este título damos sua significação mais profunda…”

Em 1965, Mãe Senhora recebeu o título de “Mãe Preta do Brasil” e foi aclamada pelas comunidades religiosas afro-brasileiras, que lotaram o Maracanã, no Rio de janeiro, com seus representantes, além de políticos e jornalistas.

Deixamos com Mestre Didi, seu filho e importante historiador da tradição da sua comunidade, a notícia do seu falecimento: “No dia 22 de janeiro de 1967, Maria Bibiana do Espírito Santo veio a falecer pela manhã, ao nascer do sol… Mãe Senhora, assim, como todos os de sua família, morreu de repente, e talvez por isso pareceu impossível a muitos acreditar na notícia da sua morte. Tão forte ainda, aparentemente tão sadia, com aquela presença de rainha, sua força de comando, sua intimidade com os orixás!”

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*José Felix dos Santos – Bisneto de Mãe Senhora, Otun Algba do Ilê Axipa, Ogã do Ilê Axé Opô Afonjá

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NOTA DO EDITOR – O texto acima é um resumo da introdução do livro Maria Bibiana do Espírito Santo – MÃE SENHORA: saudade e memória, organizado por José Felix dos Santos e Cida Nóbrega – Salvador, Corrupio, 2000, 184 p.

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29.3.1960: DATA HISTÓRICA DO E. C. BAHIA

posted by Jary Cardoso @ 9:21 PM
29 de março de 2010

Time do Bahia que conquistou o primeiro título nacional de futebol ao derrotar o Santos no Maracanã por 3 a 1, no dia 29 de março de 1960

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Sou baiano 

Sou Bahêa! 

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texto de zédejesusbarrêto* 

(especial para o Jeito Baiano)

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Se há uma coisa de que o torcedor do Bahia, o tricolor baiano, se orgulha e os adversários morrem de inveja são as duas estrelas sobre o escudo estampado na camisa do time, que representam as duas maiores conquistas na história do clube: a de Campeão da 1ª Taça Brasil, conquistada em 29 de março de 1960, o primeiro torneio nacional oficial criado no país; e a de Campeão Brasileiro de 1989, depois de derrotar o Internacional em Salvador e empatar no Beira Rio, em Porto Alegre.  

Dessa última estrelinha dourada muitos ainda se lembram e viram (ao vivo ou pela tevê) e os protagonistas da façanha – como Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir, Paulo Robson, Paulo Rodrigues, Zé Carlos, Gil, Bobô, Charles, Marquinhos, Osmar, Sandro, Edinho… e o grande comandante Mestre Evaristo de Macêdo estão aí, muito vivos, para contar e reviver as emoções.  

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1º Campeão Brasileiro 

Mas o que a nação tricolor (uma das maiores torcidas do país) comemora neste 29 de março, aniversário da Cidade do São Salvador da Bahia, é a primeira das estrelas de ouro, talvez a mais cintilante e surpreendente: a da conquista da Taça Brasil de 1959 (o último jogo já aconteceu em 1960), em pleno Maracanã, contra o todo-poderoso Santos do Rei Pelé, de Coutinho, Zito, Pepe, Dorval, Jair da Rosa Pinto, Pagão, Mengálvio, Dalmo, Formiga… talvez o maior e melhor time de futebol de todos os tempos.  

E não foi uma ‘cagada’. O Bahia, depois de vencer seus adversários nordestinos (o Ceará e o Sport deram muito trabalho), de liquidar o Vasco (de Paulinho, Beline, Orlando, Coronel, Almir Pernambuquinho…) em jogos lá e cá, conseguiu derrubar o Santos em plena Vila Belmiro, com Pelé e tudo, por um placar de 3 x 2, num jogo empolgante. 

Pelé fez 1 x 0, de cabeça; Biriba empatou e Leo fez 2 x 1 para o tricolor, no primeiro tempo. O Santos empatou, de pênalti, e Alencar decidiu no final, driblando todo mundo na velocidade, até o goleiro.  

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A Sanfona baiana  

O Sul arregalava os olhos para o futebol dos desconhecidos Marito, Biriba, Alencar… garotos que assombravam pela técnica, velocidade, garra e, sobretudo, pela graça de um futebol alegre e irreverente em busca constante do gol.  

No dia seguinte da vitória na Vila, os jornais paulistas destacavam o ‘esquema sanfona’ do time que recuava todo quando não tinha a bola e atacava em massa quando tinha a posse da pelota, em velocidade, pelos lados do campo, driblando e chutando com eficiência. 

O Santos foi surpreendido. E vingou-se, fazendo 2 x 0 na Fonte Nova lotada, com uma exibição de Rei do ‘negão’ Pelé, impossível naquela noite. Até a torcida do Bahia aplaudiu o Rei, de pé. Amigos, eu vi. E arrepiam-me só as lembranças daquele time vestido de um branco absoluto, contra o ‘tricolor de aço’ de Nadinho, Henricão, Vicente Arenari, Flávio, Mário, Léo Briglia… Um duelo de grandes craques em campo. Mas o Santos tinha um semi-deus chamado Pelé, que fazia a diferença.  

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A astúcia de Osório 

O encontro decisivo foi no Maracanã e o tricolor começou a vencê-lo fora de campo, na astúcia do general Osório Villas-Boas, o presidente do time baiano. 

O Santos chegara numa madrugada de sábado de uma excursão penosa à Europa, fizera três jogos numa semana e trouxera Pelé machucado. Queria adiar a partida, ganhar tempo para descansar o elenco e recuperar Pelé, baleado. Mas Osório não aceitou. O jogo estava marcado, programado e aconteceria, o problema era do Santos. 

O time santista, com Pelé observando tudo da boca do túnel, ainda suportou bem o primeiro tempo e marcou, com Pagão – que jogou no lugar de Pelé. Mas o Bahia sobrou, técnica e fisicamente – Vicente empatou, de falta, um chutaço na gaveta; Leo desempatou, tabelando com Alencar; e o atacante cearense fechou o caixão (3 x 1), quando o time santista já tinha um jogador a menos, depois da expulsão de Dalmo que não aguentava mais a correria de Biriba e deu-lhe um pontapé por trás, tentando pará-lo.  

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Loucura tricolorida 

Uma loucura baiana no Maracanã! E em toda a Bahia, uma festa só! Vermelha, azul e branca, como nunca se tinha visto, puro orgulho de ser baiano estampado em cada rosto pela cidade.  

Aquele time do Bahia não se intimidava. Muitos conheciam bem o Maracanã, como Nadinho (que jogou pelo Bangu), Henricão e Leone (Flamengo), Mário, Ari e Beto (Botafogo) e Leo (Fluminense).  

O time do Bahia que foi campeão era fantástico. Tanto que foi vice-campeão brasileiro mais duas vezes (em 61 e 63), vencendo o grande Vasco da época; o Botafogo de Garrincha, Zagallo e Nilton Santos, e passeando pelo Norte e Nordeste. Perdeu os dois títulos apenas para o Santos de Pelé (que se vingou, com doloridas goleadas).  

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Era um timaço! 

O goleiro era Nadinho, baiano, que começou no Vitória na primeira metade dos anos 1950, foi para o Bangu do Rio e voltou em 58 para o Bahia, onde atuou até 1968. Um goleiro calmo, seguro, um dos melhores, senão o melhor dos que já vestiram a camisa um do tricolor. É advogado, vive em Salvador. 

Na lateral direita Leone, carioca, veio do Flamengo, vive no interior de Minas. Clássico, tranquilo, uma liderança em campo. Beto era seu reserva e jogou a final. 

Henricão, o zagueiro, era um negão de quase dois metros que jogava na bola, antecipando-se, sem dar porrada. Um gigante, garantia nas bolas altas. Vez em quando arriscava uma subida, para delírio da torcida. Fez história no tricolor. 

O outro zagueiro era magrinho e eficiente, duro, um dos melhores que vi jogar: Vicente (ele e Roberto Rebouças disputam, pau a pau, quem foi o melhor de todos os tempos na posição). Vicente, o capitão do time, foi vendido para o Palmeiras logo no começo dos anos 1960/61 (Roberto ocupou seu lugar). Inesquecível, um líder dentro e fora de campo. 

O lateral esquerdo era Nenzinho, veio de Pernambuco. Florisvaldo, ainda bem jovem, era o reserva. 

O meiocampista marcador era Flávio, um ótimo marcador de grande domínio de bola, excelente passe, bom fôlego. Atuou antes no Botafogo baiano, ao lado de Nelinho, Roliço, Zague e, depois do Bahia, foi também vendido para o Sul. Bombeiro era seu reserva imediato. 

O meia de ligação titular era Mário Araújo, o maior camisa 10 que vi jogar no Bahia em todos os tempos (Melhor que Elizeu, Fito… acreditem). Era carioca, um negão espadaúdo, meio zambeta, com visão absoluta de campo, incrível domínio de bola, o dono do jogo, sempre, escondia a pelota do adversário, usava o corpo como ninguém e driblava com facilidade. Seu reserva imediato era também muito bom, o crioulo Ari, que jamais perdeu um pênalti em toda a carreira. 

Na direita (ou esquerda), indo e vindo feito um azougue, o pequeno lourinho Marito. Fantástico! Baiano, está vivíssimo. Em campo era raçudo, veloz, driblador, finalizador, ambidestro e incansável. Antes de atuar pelo Bahia foi do Ipiranga. Uma lenda.  

O atacante finalizador de velocidade era o cearense Alencar. Batia forte e certeiro com as duas, inteligentíssimo, um raio na área. Um dos maiores artilheiros da história do clube. Saiu do Bahia e foi titular do Palmeiras (SP).  

Ao lado de Alencar, jogava Leo Briglia, baiano de Itabuna (ainda inteiro) que atuou no Fluminense do Rio (em 1956/57) ao lado de Castilho, Pinheiro, Telê, Valdo, Escurinho… Veio para o Bahia para ser campeão brasileiro, reforçando o timaço com sua experiência. Inteligente, manhoso, goleador… 

Na esquerda (ou direita, batia com as duas) o genial e tinhoso Biriba, o pequenino ‘neguinho’ pescador de Itapuã, que só vestiu na sua vida profissional uma camisa – a do clube amado, seu Bahêa! Veloz, driblador, abusado, goleador, não tinha medo de cara feia. Foi fundamental na campanha, um recordista de títulos pelo tricolor. Ídolo eterno do clube, xodó da torcida. Endiabrado dentro das quatro linhas.  

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Os treinadores da campanha 59/60 foram Geninho (um carioca, paizão, estilo Joel Santana) e o argentino Carlos Volante (exigente e chato).  

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Torcida do Bahia. Foto de EDUARDO MARTINS | Agência A Tarde - 29.8.2009

Orgulho tricolor 

O torcedor do Bahia, mesmo que ainda menino, precisa conhecer e se orgulhar desses feitos, desses atletas, que, às vezes com salários de cinco, seis meses atrasados, davam a vida em campo, por puro amor à torcida que é ‘do povo o clamor’! O Bahia é devoção. 

Talvez os próprios jogadores, atletas de hoje, diretores atuais… precisem também ler um pouco, saber um pouco dessas histórias de superação do time. Porque o Bahia nunca foi um clube, nem será. É e sempre foi um time de futebol, desde que foi criado em 1931. Um time de massa, um time do povo. Nunca foi um clube de elite. Tão somente um time que tem história, muitas histórias de grandes conquistas dentro de campo.  

Não se torce apenas pelo Bahia. Se nasce Bahia, se é Bahia. Essa é a diferença. Paixão, coisa de alma, fado… não se explica. Vive-se.  

É hora de retomar o prumo. A mística. Reacender a estrela. 

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E mais: 

Quem não tem história, não tem passado… não tem nem sabe o ‘porquê’ da vida. 

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*Zédejesusbarrêto, jornalista e escrevinhador. Baiano. Bahia!  27/mar/2010.  



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