Archive for outubro, 2010


“A BAHIA DECIDIU O FUTURO DO BRASIL”

posted by Jary Cardoso @ 8:49 AM
26 de outubro de 2010

ATENÇÃO, ATENÇÃO!!! TODOS QUE AMAM A BAHIA, BAIANOS DE NASCENÇA, BAIANOS DE CORAÇÃO, BAIANOS ADOTIVOS, BAIANOS HONORÁRIOS. QUEM PUDER VÁ HOJE CUMPRIMENTAR O JORNALISTA LAURENTINO GOMES NO LANÇAMENTO DE SEU LIVRO 1822, LIVRO ESTE QUE RECONHECE COM TODOS OS MÉRITOS O PAPEL DECISIVO QUE O POVO BAIANO EXERCEU PARA GARANTIR A INDEPENDÊNCIA DE TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO AO EXPULSAR OS COLONIZADORES PORTUGUESES DEPOIS DE UMA GUERRA DE UM ANO E MEIO QUE CULMINOU COM A VITÓRIA NO DIA DOIS DE JULHO DE 1823.

VEJAM O CONVITE PARA O LANÇAMENTO DE 1822:

Uma das bandeiras deste blog, a mais apaixonada delas, é a que defende o reconhecimento nacional deste grande feito histórico protagonizado por baianos de todas as classes sociais e cores de pele, senhores de engenho e escravos, mulheres e homens heroicos. Por enquanto só os baianos festejam o Dois de Julho, mas o capítulo “A Bahia” do livro de Laurentino Gomes contribui com texto primoroso e emocionante para que o Brasil comece a compreender a importância da data.

Trecho desse capítulo:

Os baianos têm bons motivos para celebrar. Foram eles os brasileiros que mais lutaram e mais sofreram pela Independência. A guerra contra os portugueses na Bahia durou um ano e cinco meses, mobilizou mais de 16.000 pessoas só do lado brasileiro e custou centenas de vidas. Foi também ali que o Brasil independente correu o mais sério risco de se fragmentar. Depois da expulsão das tropas do general Jorge de Avilez do Rio de Janeiro, em fevereiro de 1822, a metrópole portuguesa decidiu concentrar em Salvador todos os seus esforços militares. O objetivo era dividir o Brasil. As regiões Sul e Sudeste ficariam sob o controle do príncipe regente D. Pedro. O Norte e o Nordeste permaneceriam portugueses. Mais do que isso, a metrópole alimentava a esperança de que, uma vez dominada a Bahia, suas tropas poderiam eventualmente atacar o Rio de Janeiro e dali recuperar as demais províncias. A coragem e a determinação dos baianos impediram que isso acontecesse. “A resistência baiana decidiu a unidade nacional”, afirmou o historiador Tobias Monteiro.

Em 1822, a Bahia era um ponto estratégico crucial para a consolidação do nascente império brasileiro (…)

.

O poeta e jornalista Florisvaldo Mattos, companheiro de lutas de outro baiano visionário, Glauber Rocha, propõe que o Dois de Julho de 1823 passe a ser a grande data nacional da Independência do povo brasileiro, deixando o Sete de Setembro com o mesmo status do Quinze de Novembro, datas comemorativas de episódios protagonizados apenas pelas elites do país.

Outro trecho, no final do capítulo do livro do paranaense Laurentino Gomes dedicado à Bahia:

A Bahia decidiu o futuro do Brasil na sua forma atual, mas a festa do Dois de Julho é hoje praticamente desconhecida pelos brasileiros das outras regiões. Ao contrário do Carnaval, e apesar de também reunir milhares de pessoas, raramente é notícia nos jornais e emissoras de rádio e televisão fora da própria Bahia.


O JEITO BURRO DE BAIANO PESCAR

posted by Jary Cardoso @ 11:49 PM
23 de outubro de 2010

                 

    PESCANDO DE BOMBA

.

texto de JOLIVALDO FREITAS

.

Maninho, que vem a ser Manoel Vitorino de Castro, herdeiro de solar e terrenos no antigo Porto da Lenha, que fica ali na zona itapagipana, perto do Largo dos Papagaios, mais para o Bonfim que para a Ribeira, perdeu dois dedos. Foi pescar de bomba e a bomba estourou na mão.

Sua família tinha muitas posses desde quando seus antepassados eram fornecedores de pregos e cordoaria para as naus que atracavam na Ribeira para conserto. E depois produtos de carvoaria vindos do Recôncavo.

Diz ele – que nunca provou – que o próprio Imperador D. João VI esteve um dia em sua casa. Que deixou uma carta agradecendo pelo seu trabalho ao tataravô, relativo a conserto de uma galeota imperial – documento este que nunca foi mostrado – porque ele diz hora que as traças comeram e outra que se perdeu nas mudanças ou alguma empregada jogou fora. Também às vezes se confunde, mistura a história e diz que foi Pedro II que lá esteve e as informações históricas não batem, mas achamos que é por conta de tanta cachaça de raízes na cachola.

Interessante é que Maninho sempre nos disse que tinha visões. Que se quisesse poderia ser vidente e ganhar a vida com isso. Garantia que era coisa de família e que os mais antigos praticavam a arte de ver o futuro entre eles mesmo; que era para não ficarem “queimados” na comunidade ou vistos como fofoqueiros ou mentirosos, embora garanta que nunca ocorreu de olhar o futuro e ter erro.

Diz ter ouvido desde menino que a família tinha origem lá pelas bandas de Salinas das Margaridas, mas que a pedido do governador Virgílio Damásio foi instada a vir para a Bahia de São Salvador, para dar apoio àqueles que chegavam de alto-mar e paravam para abastecimento no Porto dos Mastros lá do outro lado da enseada ou para conserto na Ribeira.

Chegaram e foram ficando, pois o pedido de material crescia a cada dia e eles faziam vir também do sertão todo o material que precisavam para calafetar embarcações, empanar as velas ou cordames. Vinha sisal, piaçava, cedro, breu e outras resinas.

A família foi ficando rica, comprando áreas à beira-mar e viu o logradouro crescendo aos poucos. Presenciou a cena dos mastros se multiplicando na praia, que não era de areia, mas de lama com alguns pontos do perau onde dava para fundear os barcos e jogar suas âncoras quando a maré estava alta. E viu rareando os mastros com o passar dos anos.

Maninho diz q ue ainda pegou um pouco de riqueza, mas que com o tempo a situação foi ficando complicada. Seis tios não tiveram o mesmo tino comercial e nem a força de trabalho dos parentes antigos e ao invés de construir destruíram. O dinheiro foi escasseando ao mesmo tempo em que o Porto da Lenha desaparecia gradualmente com os saveiros também ficando escassos e as naus foram substituídas por vapores e em seguida por navios de grandes calados que nem sequer passavam perto.

A própria memória dos moradores foi se extinguindo com a morte dos fundadores e o crescimento do bairro do Bonfim, da Avenida Beira-Mar, Largo do Papagaio e Madragoa. Hoje só se lembra da Ladeira da Lenha, por onde subiam os negros carregando sacos de aniagem com carvão descarregados dos saveiros, em dia de Lavagem do adro da Igreja do Bonfim. Mesmo assim porque os bêbados descem desequilibrados das pernas, para mijar na praia.

Foi então que Maninho teve visão de tudo isso, de forma retrospectiva e se assustou quando um parente já morto sussurrou que devia deixar este negócio de pescar de bomba. Justamente no dia em que mandara buscar um petardo de trezentos gramas de pura pólvora e pedaços de pedra cabeça-de-nego lá em Encarnação de Salinas. Preparava-se para explodir a manta de tainha – coisa que mais gostava de ver são os buchos estourados e a peixada boiando – e veio a visão alertando e era tarde. Distraiu-se dos afazeres e quando se deu conta tinha acendido o pavio e só deu tempo largar a bomba que mesmo assim explodiu perto da mão e levou o dedo médio e o anelar.

Menos mau, mandou dizer com carta escrita com a mão esquerda em letras irregulares. Pior seria se tivesse afundado e perdido a canoa. Agora era só deixar curar que voltava à lide. Quem pesca de bomba se avicia, conclui a missiva.


PORRA – A PALAVRA MAIS RICA DO BAIANÊS

posted by Jary Cardoso @ 11:11 AM
12 de outubro de 2010

Repasso e-mail contendo uma lista de significados e empregos para a palavra PORRA no dia a dia dos baianos:

Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um curinga da língua portuguesa, principalmente em Salvador/BA.

Vejam os exemplos a seguir:

1) PORRA pode ser utilizada para várias situações cotidianas:

Se você toma um susto: POOORRA!
– Se você vê um amigo: Legal te ver, PORRA /ou: Você sumiu PORRA!
– Se você admira algo: POOOORRA!
– Se você está indignado: Que PORRA!
– Como adjetivo: Você é uma PORRA!
– Pra mandar alguém se acalmar: Queta, PORRA!
– No diminutivo, pode ser elogio: Gosto muito de você, seu PORRINHA!

2) Como indicação geográfica:

Onde fica essa PORRA?
Na casa da PORRA
Vá pra PORRA!
– 18 horas – Vou embora dessa PORRA!

3) Sentido de quantidade:

Trabalho pra caramba e não ganho PORRA nenhuma!
Isso é caro pra PORRA!
Ela mora longe pra PORRA!
Ela é bonita pra PORRA!

4) Substitui qualquer objeto:

Não se enxerga PORRA nenhuma!
Não ganhei PORRA nenhuma de presente!
Vou “picar” a PORRA! (sinônimo de jogar)
Deixa essa PORRA aí!

Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo PORRA nenhuma…



Grupo A TARDE

empresas do grupo

jornal a tarde | a tarde online | a tarde fm | agência a tarde | serviços gráficos | mobi a tarde | avance telecom | massa!

iniciativas do grupo a tarde educação | a tarde social


Rua Prof. Milton Cayres de Brito n° 204 - Caminho das Árvores - Salvador/BA, CEP-41820570. Tel.: 71 3340-8500 - Redação: 71 3340-8800


Copyright © 1997 - 2010 Grupo A TARDE Todos os direitos reservados.