ROSANA JATOBÁ ATACA OS PRECONCEITOS

postado por Jary Cardoso @ 12:19 AM |
10 de agosto de 2010

ROSANA JATOBÁ

Orgulhem-se, conterrâneos de Rosana Jatobá, esta baiana, além de lindíssima, pensa grande e decidiu passar um sabão em todo mundo que cultiva aberta ou veladamente algum tipo de preconceito. E ela começa com uma tunda certeira na cabeça dos sudestinos de São Paulo e Rio que discriminam baianos e “paraíbas”.

Este texto de Rosana Jatobá está circulando pela internet e quem o enviou para mim, já pensando em publicá-lo no Jeito Baiano, foi meu amigo Lourenço Mueller, arquiteto, urbanista, colaborador deste blog e do espaço de Opinião no jornal A Tarde, que, como todo baiano autêntico, é também um artista.

A única indicação existente sobre a origem do artigo de Rosana Jatobá está no final: “Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN”. Em seguida vem o seguinte endereço:

http://www.geledes.org.br/em-debate/o-insustentavel-preconceito-do-ser.html

Pesquisando no Google, encontrei vários sites e blogs que o citam e as datas mais frequentes que aparecem são de junho e julho. Suponho então que seja um texto recente.

Já a foto que abre este post foi copiada de uma página de um site de álbuns de fotos. Veja o endereço e o que diz sobre Rosana Jatobá o ardoroso fã e autor dessa página:


http://lindissimas.fotopages.com/?entry=1234432

Eu (Alexandre Figueiredo) sou meio suspeito para falar, porque fui colega dessa mulher fantástica que se tornou jornalista da Rede Globo.

Ela foi minha colega em 1990 na Universidade Federal da Bahia e ela ainda estudou Direito na Universidade Católica de Salvador (vale lembrar que este curso eu não fiz).

Lindíssima, inteligente e muito simpática, Rosana conquistou seu posto, no entanto, por seu talento e iniciativa. Rosana começou na TV Bandeirantes, de Salvador, em 1995, e depois passou a morar em São Paulo. Da TV Bandeirantes de lá, ela foi para a Rede Globo.


Vamos, afinal, ao libelo contra os preconceituosos.


O INSUSTENTÁVEL

PRECONCEITO DO SER


texto de ROSANA JATOBÁ*


Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park” – disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.

Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar….

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que, no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

“O teu cabelo não nega, mulata

Porque és mulata na cor

Mas como a cor não pega, mulata

Mulata, quero o teu amor”.

É ofensivo – diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.

O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

“Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:

‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’ …que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).

Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra, os negros cunharam o slogan ‘black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém”.

Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos”, mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social é a mesma que picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

A minha “criadagem” não entra pelo elevador social!

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!

Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos.

Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia …

Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”.

Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.

O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcoólatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.

PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos…


*Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também é apresentadora do departamento de jornalismo da Rede Globo.

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93 Responses to “ROSANA JATOBÁ ATACA OS PRECONCEITOS”

  1. Roberto borba mesquita  Says:

    Foi muito bom seu discurso, sobre preconceito. mas desvantagem racial não basta citar só o negro, mas o branco também sofre por prencoceito de alguma forma. sou goiano, moro em salvador há treze anos. aqui por exemplo quem é humilhado são os brancos.

  2. ana  Says:

    aiiiiiiii

  3. Jean François  Says:

    Eu poderia assinar esse texto.
    Tive o privilégio de conhecer Rosana em 1999, em uma academia de SSA. A beleza poderia ser, por si só, um motivo para chamar a atenção… Mas o senso crítico, manifesto em poucos segundos, me fez perceber que ela não era apenas um rostinho bonito.
    O dia que nos encontrarmos novamente, vamos continuar essa conversa sobre os rumos da sociedade baiana e brasileira.
    Forte abraço.

  4. Valdenor Souza  Says:

    Simplesmente fantástico esse texto da Rosana Jatobá, isso sim é respeitar suas origines, e de ter consciência da sua responsabilidade social em nossa sociedade preconceituosa. Esse maravilhoso texto é um esclarecimento preciso do quanto o nordestino é sempre alvo de piadas sutis e maldosas que na verdade são uma forma de ocultar os mais ridículos dos preconceitos.
    Parabéns a essa baiana e maravilhosa jornalista!

  5. Tais  Says:

    taco

  6. Marcos Baruch Portela  Says:

    Não se pode esperar outra conduta da nossa querida Rosana Jatobá moldada que foi na base da filosofia Cristã, cuja família tive o prazer de conhecer, sendo o seu pai, o nosso amado Agenor Cefas Cavalcante Jatobá, professor dos jovens na Escola Dominical Metodista, um exemplo de caráter e cidadão humano que nunca me esqueço em qualquer momento da minha vida. Parabéns pelo belo artigo e que Deus abençõe enormemente a sua vida.

    Marcos e Tereza Portela

  7. Mariane Reis  Says:

    Eita que orgulho!
    Mais que ser brasileira e baiana é alguém que pensa e usa de forma positiva seus pensamentos em prol de uma melhora no nosso comportamento. A hipocrisia tá crescendo de tal forma que assusta.
    Mas infelizmente somos sucumbidos a bombardeio de ofensas a todo o momento, e julgamentos com que somos obrigados a conviver todos os dias, se não é de forma direta, é silenciosa, só perceptível nas condições onde somos obrigados e sermos colocados, e calados. E em todo lugar, não vou nem muito longe, aqui. Fecham-nos as portas e dizem: Você não tem o perfil que procuramos.
    E qual é o perfil perfeito aqui?
    Perdi dois trabalhos certa época: um porque era escurinha demais para o trabalho, queriam uma loirinha; a outra porque era muito clarinha, queriam uma negona black power.
    Dá para imaginar algo assim? E precisava tanto do trabalho na época.
    Escurinha… Clarinha? Sou da cor do Brasil, sou da cor da gente que respira, luta e transpira para crescer e exige respeito. Sou uma mistura linda, que só Deus com sua criatividade nos concedeu essa maravilha, diversidade.
    Ser mulher, negra e pobre lutando para achar uma posição que visivelmente é racista na nossa terra, cansa. Me sentia cansada disso tudo, mas depois de ler essa matéria me energizou um pouco mais para as minhas lutas diárias.
    Obrigada Rosana!

    Desculpem o desabafo.

    Um Abraço.

  8. Lourenço Mueller  Says:

    Caro Jary,
    Escreverei agora para a Arquiteta Celeste Leão, minha grande amiga, para solicitar-lhe a leitura do seu blog e tentar contactar a famosa personagem e confirmar a autoria do artigo.
    Grande Abraço.

  9. erasmo josé  Says:

    Para seu conhecimento e reflexão

  10. Tiago Júnior (Transportes)  Says:

    Essa sim, só poderia ser BAIANA!
    Que orgulho!

  11. Edson  Says:

    preconceito

  12. Nadja  Says:

    Ótimo texto, demonstra a triste realidade preconceituosa de forma verdadeira e valente.

    Sou Baiana, moro no sul do Brasil e o preconceito é nítido. Acho que devemos nos impor, não devemos abaixar a cabeça, pois ninguém é melhor que o outro por causa da cor, raça, religião, classe social ou opção sexual.

    Contra o preconceito. Sim nós podemos!

    abraços,

  13. RAMON  Says:

    ROSANA JATOBA!!!!!!!!

  14. Delma Souza  Says:

    Só podia ser da Bahia!!!!!!!!

  15. Delma Souza  Says:

    Essa é da Bahia!!!!!

  16. Edson B. Passos  Says:

    Muito lúcido esse texto… Ótimo que seja de uma mulher baiana, bela e inteligente! Melhor ainda por ser profissional da imprensa televisiva, pois revela com sensibilidade feminina e riqueza literária, sentimentos meus, engenheiro soteropolitano e de tantos outros baianos, nordestinos, brasileiros, enfim, seres humanos que certamente reagem a tais manifestações de preconceito velado, sem no entanto ver ecoar suas indignações, parando na tristeza do silêncio e da mediocridade. Oxalá esta mensagem sirva para quebrar o insustentável preconceito do ser.

  17. Eula Batista  Says:

    Fiquei emocionada com o Texto. Concordo plenamente com a nossa conterrânea Jatobá. E afirmo com toda segurança que o preconceito existe, e ele não está distante, está entre os nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, conhecidos, vizinhos. Como Rosana cita “é difícil combater um inimigo disfarçado”, principalmente porque as pessoas já internalizaram que a diferença traz vantagem para uns e desvantagem para outros. Na questão racial se um negro alcança algum título, a forma de tratamento é completamente diferente, aparentemente o preconceito não existe, porém ele já está ali implicitamenmte, porque o fato de um negro alcançar um certo título, um bem, etc. deve ser encarado como normal, poque entendo que é dotato da mesma capacidade que as outras pessoas. PORQUE NÃO CONSIDERO ESSA SITUAÇÃO NORMAL? Simplesmente porque penso que seja impossível um negro alcançar uma posição na sociedade, automaticamente digo que este não tem capacidade, que ele não é igual aos outros! Espero, com esse texto, ajudar as pessoas a cumprirem o que o princípio da Igualdade da Constituição Federal.

  18. adib  Says:

    para conhecimento e reflexão.

  19. Idla  Says:

    MUITO BOM

  20. Antenor Moreira Sena  Says:

    É isso mesmo conterranea, vamos quebrar e derrubar murros preconceituosos, muito oportuna sua cronica.

  21. Bira  Says:

    Bira Leia este texto!

  22. luiz  Says:

    Rosana Jatoba

  23. Tina  Says:

    Exemplar a postura de Rosana Jatobá, é uma leitura que reluz nossa realidade. Basta ao preconceito!

  24. Lucia  Says:

    bjs

  25. Alex Sandro  Says:

    Não sou negro, não sou branco, não sou indio, não sou oriental ou estrangeiro. Sou sim irmão em intelecto e atitude desta que tem o poder nas palavras!! P A R A B E N S!

  26. Marcus Vinicius  Says:

    ótimo

  27. taty  Says:

    texto ótimo

  28. Roberto Nunes  Says:

    Tive o prazer de conhecer e conviver com os pais da Rosana na época de Colégio em nosso bairro, em Itapuã-Salvador.Ba.Sensacional a matéria.Que DEUS a ilumine sempre.

  29. barreto  Says:

    sou branquelo sou mulato sou negão colorido arcoíris transparente
    só baiano.
    beleza pura
    chega!

  30. IDENILSONS DA SILVA COSTA  Says:

    Muito bom o texto, conheço a Rosana do tempo em que nós, moradores da rua da Independência, vivíamos ameaçados pelo governo carlista, no ano de 1996, quando o fórum Rui Barbosa, através do seu desembargador Dr. Aluisio Batista, tentava de todas as formas desapropriar os moradores de suas casas, com a pretenção de ampliar o novo fórum Carlos Souto, e ela, através da tv bandeirantes, na época, nos deu muita atenção, sempre achei ela muito bonita e atenciosa, quanto às questões sociais, a forma como ela acompanhava a nossa luta e de outras comunidades que estavam passando por este mesmo processo desumano.

  31. Lindinalva Souza  Says:

    Sua voz é minha voz, é o grito preso na garganta do negro, do nordestino, do homossexual, da mulher e de tantos ditos “excluídos” da nossa infeliz burocrática sociedade.
    Bravo!!

  32. Junior  Says:

    Sou paranaense, descendente de italianos, pele clara, cabelos e olhos castanhos. Moro em Lauro de Freitas há 5 anos e vim para cá trabalhar, ganhar meu pão de cada dia. Existem vários baianos com meu biotipo na BA, porém com sotaque daqui. Basta eu ir ao Centro de Salvador para ser discriminado. Escolhi Lauro de Freitas para morar porque aqui, apesar de toda a falta de infraestrutura quando comparamos com Salvador, eu e minha esposa, que é gaúcha, temos uma vida normal. Adoraria morar na Graça, no Campo Grande ou mesmo na Cidade Baixa, aprecio muito paisagens históricas, porém isto não é possível para alguém que chega de fora e quer levar uma vida normal, sem as pessoas olharem já colocando rótulo. Adoro esta terra e a grande maioria das pessoas que moram aqui, porém todos precisamos admitir que os brancos são sim segregados em Salvador em certas situações!!!

  33. Valter Quadros  Says:

    Voce é linda!!!! belo comentário!

  34. Daniel Cardoso dos Santos  Says:

    Parabéns, Rosana,
    Não gosto do estilo Globo, mas das poucas coisa boas que ela tem, você, com certeza, é uma das maiores.

  35. ELMER NETO  Says:

    Esse texto precisa ser amplamente divulgado. Brasileiros que se utilizam das palavras para diminuir outros brasileiros têm de se conscientizar que estão “dando tiro no próprio pé”.
    É necessária uma convergência de ideias progressistas, de toda a população deste país, para que possamos sonhar com um BRASIL menos desigual, melhor para todos.

  36. Manoel  Says:

    Sou comunicólogo também e admirador da Rosana desde a época da Band Bahia, ela mostra, sim, pra que veio, por que saiu da Bahia para ser destaque nacional. Ticiana Vilas Boas é outro exemplo de profissional da casa brilhando pra todo o Brasil, apresentando o jornal da Band.
    Os. Lamentável esse segundo comentário da página, a pessoa identifica-se como:
    Roberto borba mesquita

  37. FRANCISCO  Says:

    COM MUITO RESPEITO, NÃO SOMENTE LINDA, MAS INTELIGENTE, CORAJOSA, COM VONTADE DE VENCER E VENCEU, TE ACOMPANHO DESDE OS TEMPOS DA BAND BAHIA COMO REPÓRTER DE RUA, DEPOIS GLOBO RURAL, PREVISÃO DO TEMPO E JORNAL NACIONAL. PARABÉNS, VOCÊ É 10.

  38. vily ramos  Says:

    PARABÉNS ROSANA JATOBÁ… a Bahia se orgulha de uma Mulher inteligente, Guerreira, Vencedora, sábias são suas palavras contra os preconceitos de todos os tipos, nós somos todos iguais diante de DEUS, não devemos ser tão mesquinhos e nos sentirmos melhor uns do que os outros só por causa do lugar que moramos, da cor que temos, da opção sexual que fazemos, do cargo que ocupamos, etc. como dizia um Grande poeta da Bahia: BAIANO BURRO garanto que nasce morto, Ruy Barbosa, Castro Alves, Rosana Jatobá, entre outros Nordestinos, são orgulho e patrimônio nosso.

  39. Marcos  Says:

    Muito bom texto. Faltou apenas comentar porque no meio tele-jornalístico vemos cada vez mais a ascensão de “beldades” femininas (ainda que competentes, como por exemplo a autora) com os mesmos padrões de beleza e vemos pouquíssimos negros, negras, nisseis, etc, na posição de repórteres e apresentadores. Aliás, contam-se nos dedos: Heraldo, Zileide, Catarina, Joyce, Abel. Repete-se a mesma hipocrisia que ocorre nas novelas, um dos veículos populares mais eficazes de aculturação, disseminação de estereótipos e sedimentação de estigmas na sociedade brasileira. Mas tocar nesse assunto seria cutucar demais o patrão…rssssss

  40. markytto bezerra  Says:

    AQUI NA BAHIA CHAMAR O OUTRO DE PELE MAIS CLARA DE “PARMALAT” TAMBÉM NÃO É PRECONCEITO? E ACONTECE NUM PAÍS MULTIRRACIAL!!!!

  41. JOAO CARLOS  Says:

    Também sou contra todo e qualquer tipo de preconceito. Já namorei loiras, ruivas, morenas, mulatas e negras. O problema não está na cor, nem tampouco na naturalidade, ou nacionalidade, mas na educação, e mal-educados existem em todos os lugares, em alguns mais, em outros menos. O negócio relacionado com “baiano” e “paraíba” é algo que vem de longe. Conheço metade do Brasil e, em lugar nenhum, fui discriminado e também não ouvi nada, seja em que sentido for, em relação a nordestinos.

  42. |Tico Santacruz  Says:

    Rosana Jatobá,

    Quanta informação importante para cada vez mais elevarmos a nossa autoestima, mas em se tratando de Brasil não podemos esperar muita coisa, acho que a Elite Burguesa adora essas tratativas hipócritas e as apóia.

    E se todos os direitos que são colocados nas primeiras páginas da constituição brasileira não fossem ignorados pelos poderes públicos?

    Será que o nosso nível de formação e informação não seria melhor, tanto para sudestinos como para nordestinos? estariamos em pé de igualdade, já que a maioria dos investimentos são para o sul?

    Para formar conceitos e avaliar parâmetros de todas as formas é necessário muita leitura e busca pelo conhecimento!

    Mas como dizer para as pessoas racistas, preconceituosas e segregadoras uma pequena frase que o povo diz frequentemente em Roma “Vá a facullo filho de uma minhota”, sem o menor pudor.

  43. claudionor filho  Says:

    O preconceito não faz bem para ninguém, só mostra o quanto alguém pode ser ignorante. Mas, independente da cor ou da posição social, o ser humano deveria ser um pouquinho mais inteligente e repensar que esta vida é tão breve que deveríamos dar atenção a coisas que melhorem o mundo para brancos, pretos, pardos, mulatos, índios ou qualquer outra bandeira que possa existir.
    Deveríamos pautar a vida por um simples princípio: O seu direito começa quando o meu termina.
    Parabéns Rosana.
    Saúde e sorte sempre.

    Claudionor

  44. rui pereira conceiçao  Says:

    gostei da matéria desta jornalista

  45. EDSON  Says:

    Corretíssima e competente e simpática Rosana jatoba, sei o que é isso na pele morando morei 10 anos em São Paulo/Rio de Janeiro, casei-me em São Paulo, tenho filhos, Paulista e Carioca, isso nunca vai acabar, preconceito, racismo, temos que nos defender, na convivência dar valor a quem nos dá, no mais não me respeitou não convivo e jogo duro.
    O meu orgulho é que sempre defendi o nordeste e o meu estado, tanto que me apresentava assim e fiel torcedor só E.C.Bahia, usava camisas, poster etc. coisa que muito Nordestino não faz, faltando-lhe personalidade e Caráter.

  46. HILZE  Says:

    PARABÉNS PELO TEXTO, AMEI!!!! É ISSO AÍ, ROSANA… ESSES PAULISTINHAS ACHAM QUE SÃO MELHORES QUE NÓS BAIANOS – EM QUÊ? TENHO ORGULHO DE SER BAIANO.

  47. Gina  Says:

    Respeito! Sentimento pouco usado.

  48. roque carvalho  Says:

    É IMPRESSIONANTE COMO AS NOTÍCIAS CHEGAM COM ATRASO, EU LI ESTE RELATO HÁ 6 MESES E PARABENIZEI A AUTORA, ALÉM DE DISSEMINAR PELA INTERNET, VERIFIQUEM A ORIGEM, VEJAM SE NÃO TEM O DEDO DE ROQUE.

    ABRAÇOS;

  49. Leandro Costa  Says:

    Muito legal o texto e bom também os comentários do pessoal.

    Vamos colocar nossas ideias em prática gente!!
    Vamos votar naqueles que tenham bons projetos!
    Vamos ser mais calmos no trânsito!
    Vamos ajudar o próximo!
    Continuemos receptivos e sorridentes aos turistas e que venham os cariocas, paulistas, americanos gastar seus dinheiros em nossa terra.
    Vamos cuidar do patrimônio público!
    A sociedade precisa de pessoas melhores. Só depende de cada um.

  50. Patrick Brock  Says:

    Jary,

    Obrigado por este texto belo e inteligente. Quem deixou a Bahia para se aventurar sempre encontra esse preconceito imbecil, herança do atraso e da hipocrisia da “democracia racial” que os americanos insistiam em ver no Brasil.

    abs,
    Patrick

  51. Emerson Halmeida  Says:

    Recebi esta mensagem há 45 dias. Imediatamente fiz minha análise do conteúdo, teci um cuidadoso comentário e encaminhei para amigos e pessoas próximas.
    Em 2007 participei de um evento no “centro de excelência” chamado Unicamp com estudantes de economia de todo o Brasil e constatei de muito próximo a “sutileza” e “carinho” com que a “baianada” é tratada pelos sudestinos e sulistas…
    Uma série de perguntas do tipo “Que?”, “Como?”, “Onde fica isto?”, “Ãh?” é emitida, não sabemos bem o motivo. Acredito eu ser um misto de desconhecimento de um país com dimensões continentais, surdez aguda instantânea e desdenho descarado.
    Para um povo que se denomina cosmopolita, por receber gente de todo o mundo, e de ter “ligações estreitas” com EUA, EU e Japão, faltam-lhes muito em se tratando de humildade, cidadania e visão estratégica mercadológica.
    Não que esta ligação seja “grande coisa”, mas, para muitos, é um fator condicionante para a mobilidade e outorga de status.

  52. Nadja  Says:

    Caro roberto Borba,

    Se você fosse morar no Sul do Brasil, só pelo fato de não ser sulista, você não ficaria nem uma semana, de tanto preconceito que existe em relação às pessoas “de fora”, ou, como eles dizem, “estrangeiras”.
    Resumindo, o texto é em relação ao preconceito em geral, a Jatobá cita apenas alguns fatos vividos. Obviamente sabemos que existem preconceitos raciais no geral, e em todos os lugares, o que devemos combater é o PRECONCEITO do SER, independente de sermos nordestino, sulista, “sudestino”, nortista ou “centro-oestista”. Afinal todos somos brasileiros.

  53. Gomes  Says:

    Parabéns Rosana! A desconstrução dos preconceitos é um trabalho de formiguinha, árduo e individual, temos a obrigação como seres humanos de combater cada frase pejorativa a respeito do negro, branco, índio, pobre, analfabeto, do portador de necessidade especial, todos aqueles que não fazem parte de um padrão de pessoa pré-estabelecido, só assim construiremos uma sociedade melhor.

  54. Laíne  Says:

    É preciso cada vez mais alimentar o orgulho baiano para que possamos nos impor perante uma sociedade tão preconceituosa.

    Triste foi ver na final da Copa do Brasil torcedores do Bahia (que não torciam de fato para o Santos) “vestindo uma camisa” que não é nossa!!! Enquanto se espalhavam boatos de que os próprios santistas discursavam que não precisavam de torcida de nenhum “timinho” da Bahia… lamentável!!!

  55. JOSÉ CARLOS NOVAES DE QUEIROZ  Says:

    Grande Rosana!!! Você é 1000.
    Já fui chamado de PARMALAT, AMARELO, ETC. Isso é prenconceito? Acho que devemos é lutar por uma sociedade melhor para brancos, negros, índios, etc.

    Parabéns Rosana!!! Você é show de beleza, inteligência e tudo de bom.

  56. DORIVAL  Says:

    Parabens Rosana, sinto-me muito orgulhoso em ser seu conterrâneo. Que tal escrever um livro ?

  57. Wladimir  Says:

    Morei por quatro anos em Lauro de Freitas.
    Fui discriminado por reclamar do barulho que os vizinhos faziam, ouvindo suas músicas até altas horas da madrugada.

    Fui discriminado por reclamar de pessoas que “furaram a fila” dos cinemas onde frequentei.

    Fui discriminado por não ter gostado de acarajé.

    Fui discriminado ao pedir orçamento de serviços pelo simples fato de não ter o sotaque local, e o preço do serviço sempre foi maior por causa disso.

    Enfim, em quase todas as vezes em que tentei fazer valer meu direito de cidadão, fui discriminado e tive de ouvir a famosa frase: “Você está na minha cidade, e tem de se adaptar ao jeito de se viver aqui!”

    Presenciei, em Salvador, várias vezes “branquelos” baianos chamando negros de “negrinho do c…”.

    Sejamos sinceros: o maldito preconceito, tanto lá como cá, há.

  58. Jary Cardoso  Says:

    Pô, gente, como este mundo é redondo!… Patrick Brock é um cara muito legal, trabalhamos juntos na Editoria de Internacional de A Tarde e de repente ele foi para os States e hoje trabalha no Wall Street Journal – é mole? Olha ele aí marcando presença no Jeito Baiano e confirmando a bela denúncia da bela Rosana Jatobá. LONG LIVE PATRICK!

  59. Alex  Says:

    Hi there. Although I don’t normally comment on blogs, I thought I would today, just to thank you really! I have finally got the information I was looking for (via your blog) on the 4th page of Yahoo results! So now I’m all covered :) Thanks again! Alex

  60. Jary Cardoso  Says:

    Parabéns, Roque por você ter disseminado o libelo de Rosana Jatobá. Tentei encontrar no Google a origem do texto e acabei desistindo. Mas você deu uma pista: faz seis meses que ele chegou ao seu conhecimento. Assim errei ao apresentá-lo como produção recente. Estamos tentando contactar Rosana para ela confirmar a autoria do texto e contar como ele foi concebido. Mesmo tendo chegado ao meu conhecimento com atraso, acho importante incorporá-lo ao rico acervo deste blog, especialmente porque o texto de Rosana bate inteiramente com o espírito do Jeito Baiano.

  61. Roosevelt  Says:

    Conheço a Rosana desde que era menina. Também, filha do maravilhoso Agenor Cefas, só podia dar nisso. O que vale mesmo é que conseguimos exportar algo de muita qualidade (no caso ela) em tempos de tantos pagodes e baixarias que o nosso povo teima em propagar, e aqui vai um monte de preconceito sim. Como era bom no tempo em que mandávamos para fora Caetano, Gil, Gal, Wagner Moura, Lázaro, etc.

  62. valmor  Says:

    rosana jatobá

  63. Jandinalva  Says:

    As pessoas esquecem que somos concebidos da mesma forma, independente de raça, posição social, religião, e todos vamos completar a nossa jornada, e um dia morreremos da mesma forma, independente de raça, posição social, religião. Não entendo porque existe tanta pretensão da parte de alguns, nada levaremos!!!

  64. André  Says:

    Concordo contigo Rosana, mas informo que várias vezes, em 8 anos que morei em Salvador, também sofri preconceito por ser “branco” e nem assim fiquei chateado ou qualquer outra coisa. Tudo depende de cada pessoa se importar ou não com cor de pele.

  65. Humberto Filho  Says:

    Linda e simpática ela é, competente também é muito, mas acho que Rosana se enganou quanto às intenções de Lamartine Babo, João e Raul Valença. O que me parece é que o sujeito da canção lamenta não poder ser contagiado pela cor da mulata e, para conquistá-la, diz que “contenta-se” com o seu amor. Aliás, tivesse sido essa uma cantada de verdade, não acredito que a mulata resistiria. A menos que, como Rosana, ela preferisse ver preconceito ao invés de admiração.

  66. Humberto Filho  Says:

    completando…

    Falar de preconceito sem ser preconceituoso ou incitar mais preconceito é muito difícil. O conjunto de comentários postados aqui, além do texto em si, não são a prova disso? Vejo tanto preconceito no texto e nos comentários quanto seus autores dizem ter em seus combatidos alvos (e eu já estou sendo preconceituoso dizendo isso).

    Rosana, as armas mais letais contra o preconceito são: a silenciosa inconformidade e pragmática peleja em defesa da dignidade humana.

    Àqueles que dizem sofrer preconceito, sugiro uma estratégia mais “Gandhiana” a seu oponente. Do contrário, pode-se até vencer o preconceituoso, mas nunca o preconceito, pois este permanecerá vivo no vencedor qualquer que seja ele.

  67. Carolina  Says:

    Rosana, sou baiana e os baianos são bairristas como nunca. Se acham o povo mais criativo e abençoado do que qq outro. Infelizmente o que temos na Bahia e sobretudo em SSA é pelo menos 90% de analfabetismo puro ou simplesmente funcional, mais de 85% de pobreza, beiramos 99% de ignorância e desconhecimento cultural profundo. Não acho que nos tornemos melhores ou piores pela questão da raça, que aliás não existe, mas pela velha e conhecida questão socioeconômica, essa sim que rebaixa o indivíduo e o segrega. Não importa se somos baianos ou paulistas, brancos, loiros, mulatos ou morenos, gays ou héteros, desinformação e ignorância são estes sim os principais motivos do preconceito e deseducação de maneira geral o seu principal alvo.

  68. Aline  Says:

    Que texto de tal força e sensibilidade. A Rosana Jatobá deveria escrever um livro de textos reunidos.
    Parabéns.

  69. Francisco  Says:

    Sem comentários. Desculpe-me, Jatobá, mas confesso que não esperava de você uma escrita tão brilhante. O que não deixa de ser um preconceito da minha parte.

    Sou baiano, moro em São Paulo e senti suas palavras furando como agulhas no meu coração.

    maravilhoso

  70. Jary Cardoso  Says:

    Prezada Carolina, enviei o seu comentário, por e-mail, para Rosana e ela respondeu o seguinte:

    “Acho interessante o ponto levantado pela Carolina e concordo em parte. Mas creio que o preconceito é algo inerente à natureza humana, que independe de classe social, orientação moral ou educação formal. Lembremos que, num passado recente, um dos povos mais ‘bem-educados’ do mundo produziu um dos grandes flagelos da humanidade: o holocausto.”

  71. Jary Cardoso  Says:

    Aline, Rosana já está preparando um livro. Veja a resposta a um convite que fiz a ela para escrever em Opinião, no jornal A Tarde:

    “Adoraria escrever para Opinião, mas, por hora, não posso assumir mais este compromisso. Estou fazendo um Mestrado, escrevendo um livro e preparando um blog no G1. Ufa! Sem tempo pra nada… Mas prometo guardar esta proposta com carinho para um futuro breve”.

  72. washington dias e silva  Says:

    isso aconteceu quando estive em são paulo, quando a mãe ensinava o dever da escola à filha, a mesma errou, então a mãe disse “que baianada, hein, menina”, na minha frente. como diz cazuza: eu vou sobrevivendo sem nenhum arranhão da caridade de quem me detesta.

  73. Rafaela Nataly Lima  Says:

    É muito louvável perceber que existem pessoas que de fato estão engajadas para sanar com essas problemáticas vigentes em nossa sociedade. Fico muito feliz pela exímia jornalista, por ser baiana, e consequentemente por valorizar as suas raízes…
    Acredito que um dia a sociedade passe a ter consciência, respeitando o próximo, evitando tantos olhares que denotem aversões, sem ao menos ter tido qualquer tipo de contato. É preciso caminharmos juntos, “nenhum homem é uma ilha”, quando estamos em dificuldade não olhamos cor de pele ou sotaque e sim quem pode nos socorrer… mas ainda existem os mesquinhos, com pensamentos tão retrógrados que não percebem o valor do ser no meio social, essa maneira pedante e preconceituosa é tão ínfima…
    Vamos mudar essa triste realidade com a contribuição de todos aqueles que acreditam na paridade social, onde cada qual faça sua parte, e nessa vertente não precisa de condições econômicas, são questões do nosso dia a dia, respeito, somente isso, respeito!

  74. Marcelo Gandra  Says:

    Muito Bom!

    Um dia, quem sabe, compreenderemos mais profundamente quem somos nós.

  75. Gustavo Souza  Says:

    Isso que é uma mulher, show demais!

  76. Claudio Correia  Says:

    Temos que nos aceitar do jeito que Deus nos fez.
    Excelente reflexão.
    Parabéns, Rosana Jatobá.
    Baiana da Gema… risos

  77. Joao Paulo  Says:

    Sobre o texto que acabei de ler? Admirável, inteligente e sedutor, como todos os atributos inerentes à escritora. Ela consegue decolar seu voo no início de sua carreira, com um discurso vivo e presente, alcança altitude em termos do preconceituoso que mais vimos como cor de pele, mulher, escolha sexual, regional, outros, e em sua bagagem revela os costumes e valores da Ásia, América do Norte, outros. Isso que é texto, e sobre nós baiano, viva a feijoada. Deus os abençoe.

  78. Anderson  Says:

    Sou seu fã incondicional!!!!

  79. Carolina  Says:

    Jary, grata por ter repassado minha impressão para Rosana. Concordo que o preconceito, assim como o bem, o mal, está dentro de nós, mas o que quis dizer e continuo afirmando é que somente pela educação e informação podemos nos libertar do flagelo da ignorância e das ideias pre-estabelecidas.
    Quanto ao holocausto, há circunstâncias históricas para nós inconcebíveis, mas que pesaram muito sobre o horror acontecido, e sobre a adesão em massa da “grande nação educada alemã”. Mas também este horror continua acontecendo hoje em toda parte do mundo, aliás bem aqui na favela ao nosso lado. O homem, afinal, é o lobo do homem, e há de se ter zelo ao aproximar-se deste bicho estranho e voraz.

  80. paulo  Says:

    Rosana é da Bahia….

  81. Augusto Ribeiro (xilico)  Says:

    Rosana,

    Não costumo navegar pela internet, acho que falta paciência, ou é a PVC chegando… sei lá; contudo soube da sua gravidez de gêmeos e fiquei extremamente feliz….. sei o quanto você batalhou para chegar aonde chegou….. Vou externar o que acabei de pensar agora (desculpe-me se não deveria, até porque faz parte do nosso passado, mas é mais forte do que eu)… aí vai…. parece que foi ontem….. saímos de mais um dia de prova no Colégio 2 de Julho, em Salvador, retornando para nossas casas, e te convidei para participar do festival de música, cantando comigo e mais dois outros colegas (Carlos e outra garota que não lembro o nome).
    A música chamava-se “Comemore”… lembra-se? (na realidade, nem sei se irás ler esta minha isolada lembrança….. e certamente não irei validar, caso leias, pois não acessarei mais este site…. como mencionei, não tenho paciência… é que, profissionalmente, recebo mais de 150 e-mails por dia e, ao final, acabo ficando louco para desligar o lap top)…. bom, cantamos como quarteto, tiramos em segundo lugar…. e, ao final do meu convite, indo em direção a sua casa, acabei beijando-a, começando assim, um namoro puro e lindo, enquanto durou….. confesso que tenho saudades… saudades sua, de sua fantástica família (sua mãe me deu de presente uma bíblia que tenho até hoje)… lembro-me que seu irmãozinho me idolatrava….. era uma relação de troca familiar extremamente satisfatória…. hoje, tenho dois filhos lindos, uma esposa maravilhosa (segundo casamento, e espero que último)…. e sou muito feliz!!
    Só posso te desejar tudo que peço pra mim a Papai do céu… EM DOBRO!…. você é merecedora!
    Quem sabe um dia nossos filhos não se cruzarão por este mundão, e brincarão…. ou até mais…. um de meus filhos, convide sua filhinha que está por nascer para participar de seu quarteto… e aí começará tudo de novo… rsrsrsrs…. fica com Deus…. Xilico!

  82. mariana  Says:

    oi rosana gostei muito do seu barrigão amamos você espero que seja muito feliz com seus bebês eu gosto de você espero que você seja muito faliz eu moro em são paulo cajuru sp é muito longe tchau meu nome é mariana tenho 8 anos.

  83. MARCOS DA ABÁ  Says:

    OLÁ ROSANA, EXCELENTE ESTE TEXTO, NÃO DEVEMOS REAGIR OU COMBATER O PRECONCEITO COM A FORÇA BRUTA NEM COM A OMISSÃO, MAS COM SABEDORIA EXPRESSA DE VÁRIAS MANEIRAS, INCLUSIVE ASSIM COMO VOCÊ FEZ. QUE O DEUS QUE VOCÊ CONHECE DESDE A INFÂNCIA CONTINUE TE ABENÇOANDO.

    SE SE LEMBRAR DA INFÂNCIA, LEMBRARÁ DA ABÁ, CAMPO FORMOSO E DE MIM. BEIJOS

  84. claudiograneiro  Says:

    Olá Rosana,

    ponderadas as suas considerações, mas o que é observo é que, na verdade, as pessoas possuem um certo prazer em explorar a fragilidade das outras na inútil tentativa de camuflar as suas próprias. A titulo exemplificativo, temos aquele colunista Ancelmo Gois, que apesar de poder ser perfeitamente chamado de paraíba e desdentado,cabeça chata, boia fria e outros ajetivos do gênero, insiste em se autodeclarar branco em sua coluna diária, explorando mulheres humildes e também pouco adeptas ao labor que permitem ser chamadas pelo pejorativo vocativo de mulatas. O Ancelmo Gois, como um hitler tupiniquim de 5a. categoria, decide em sua coluna diária quem é branco ou preto, loito, moreno, mulato, cafuzo, mameluco, mas ele mesmo acredita ser branco e ao lado de seu nome no topo da coluna não acrescenta qualquer adjetivo depreciativo, tal como paraíba ou desdentado, já que, como sabido, ele é nordestino e usa dentadura. Ele tenta fingir que luta por uma causa que não é dele, no afã de tentar esconder que ele também enquanto nordestino também é vitima de preconceito. Ele sequer deu noticia sobre a menina de Sao Paulo que queria separar o nordeste do resto do Brasil, por se tratar, o nordestino, de raça inferior, mas não perde uma oportunidade de posar de branco e explorar mulheres pobres e preguiçosas que aceitam ser chamadas pelo pejorativo adjetivo de mulatas por um paraíba desdentado que se acha.

  85. Carlos Alberto  Says:

    Rosana, parabéns pelo nascimento de lara e Benjamim. Graças a Deus tá tudo bem com vc e eles. Que Deus lhe proteja, bem como a sua linda família.
    Sou seu conterrâneo de Salvador, conheci o seu Pai, Dr.Jatobá, sou do Porto da Barra e resido aqui em SP desde 1995. Radiologista do gov. do estado de SP e com a minha empresa. Estou bem com a força de Deus.

    Um grande abraço……………….

  86. ADÃO B DOS SANTOS  Says:

    Olá, Rosana, tudo bem ?
    Tenho 3 filhos, ambos criados,educados e formados em universidades, isso me deixa orgulhoso, dois deles já me deram netos, espero que vc e seu marido dediquem o máximo na educação de seus filhos,quando voltarem para a verdadeira patria pergutaram: o que fizestes com filhos que lhes foram confiados.
    Deus os abençoe
    Um abraço

    Adão

  87. Mariana  Says:

    Bom, admirável o texto de Rosana Jatobá.
    Sou baiana também, da microrregião de sua cidade de origem.
    Como alguns comentários acima replicaram sobre o ‘branco’ sofrer preconceito em Salvador, acho que isso não se deve ao, como diziam alguns psicanalistas, instinto de sobrevivência (aqui, os negros são a maioria). Sou, como dizem, ‘branquinha’, ‘clarinha’, ‘transparente’. Já sofri este ripo de preconceito em Salvador. Não só este como também o de ‘ser do interior’ (creio que deste último não só esta capital brasileira padece).
    E como ressaltou Rosana, preconceito está arraigado na nossa cultura, infelizmente.

    Acho que quando ensinamos nossas crianças a escolherem certas coisas por serem melhores, mais bonitas, etc, etc, já começamos a ensiná-las o preconceito…

  88. Juliano  Says:

    Preconceito não tá com nada.

  89. maria oliveira  Says:

    Oi Gente!
    Sou paulista do interior e já me senti muito bobinha por não gostar ou discordar do jeito que algumas pessoas se referem às outras, tipo: baianada, bicha, tem o pé na cozinha, etc….e sempre ficava irritada com as pessoas, esse texto me deixou feliz, pois ele fala a minha verdade, é nisso que acredito.
    Já fui embora de lugares por ouvir essas bobagens e sempre fui chamada de “radical”, amigos me diziam para relaxar, oras, não queria relaxar, o que eu quero é parar de ouvir essas demonstrações de preconceitos velados, quero continuar radical. Adorei o texto da Rosana Jatobá!!!!

  90. cristina  Says:

    Impossível não se orgulhar de ser mulher, lendo um texto preciso e coeso. Todos meus amigos já sabem da minha paixão por ela…

  91. ng junior  Says:

    NORDESTE INDEPENDENTE
    (Imagine o Brasil)

    (Ivanildo Vilanova e Bráulio Tavares)

    Já que existe no Sul este conceito
    que o Nordeste é ruim, seco e ingrato,
    já que existe a separação de fato
    é preciso torná-la de direito.
    Quando um dia qualquer isso for feito
    todos dois vão lucrar imensamente
    começando uma vida diferente
    da que a gente até hoje tem vivido:
    imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

    Dividindo a partir de Salvador
    o Nordeste seria outro país:
    vigoroso, leal, rico e feliz,
    sem dever a ninguém no exterior.
    Jangadeiro seria o senador
    o cassaco de roça era o suplente
    cantador de viola o presidente
    e o vaqueiro era o líder do partido.
    Imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

    Em Recife o distrito industrial
    o idioma ia ser “nordestinense”
    a bandeira de renda cearense
    “Asa Branca” era o hino nacional
    o folheto era o símbolo oficial
    a moeda, o tostão de antigamente
    Conselheiro seria o Inconfidente
    Lampião o herói inesquecido:
    imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

    O Brasil ia ter de importar
    do Nordeste algodão, cana, caju,
    carnaúba, laranja, babaçu,
    abacaxi e o sal de cozinhar.
    O arroz e o agave do lugar
    a cebola, o petróleo, o aguardente;
    o Nordeste é auto-suficiente
    nosso lucro seria garantido
    imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

    Se isso aí se tornar realidade
    e alguém do Brasil nos visitar
    neste nosso país vai encontrar
    confiança, respeito e amizade
    tem o pão repartido na metade
    tem o prato na mesa, a cama quente:
    brasileiro será irmão da gente
    venha cá, que será bem recebido…
    imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

    Eu não quero com isso que vocês
    imaginem que eu tento ser grosseiro
    pois se lembrem que o povo brasileiro
    é amigo do povo português.
    Se um dia a separação se fez
    todos dois se respeitam no presente
    se isso aí já deu certo antigamente
    nesse exemplo concreto e conhecido,
    imagine o Brasil ser dividido
    e o Nordeste ficar independente.

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