REFLEXÕES DO EXÍLIO (II) – Edmundo Carôso

postado por Jary Cardoso @ 2:13 PM |
4 de dezembro de 2010

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NÃO SE MORRE MAIS COMO OUTRORA

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texto de EDMUNDO CARÔSO

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Antigamente (na Bahia, e creio que em outros lugares também) o defunto era uma instituição, tinha a sua despedida celebrada com choros e rapapés. Nos enterros dos mais bem aquinhoados até refrescos e salgadinhos havia – servidos na bandeja por uma mocinha de avental imaculado, com cara de tristeza alugada especialmente para aquela ocasião. E os mausoléus? Ah, os mausoléus! Conheço muita gente que trocaria os cubículos dos condomínios verticais em que hoje vive por um daqueles túmulos cheios de mármores e estátuas de bumbuns barrocos. Aquilo dava status e respeito ao morrente, fazia jus às virtudes até dos mais cítricos canalhas. Saudoso tempo. Respeitavam o morto até depois de morto – prática que foi se degenerando com o passar dos anos. Hoje qualquer defunto é um indigente que engavetam numa parede, com um bocado de flores cheirando a cocô de cabra.

One Response to “REFLEXÕES DO EXÍLIO (II) – Edmundo Carôso”

  1. Karin Salomão  Says:

    Acho que essa notícia será de seu interesse, como publica notícias sobre cidades da Bahia.
    Pedimos que publique essa notícia em seu site, para divulgarmos melhor a Bandeira Científica, que pode mudar a vida de uma cidade.
    Durante dez dias, cerca de 200 voluntários da Universidade de São Paulo (USP) desenvolverão atividades multidisciplinares voltadas para a melhoria da saúde e qualidade de vida no município de Inhambupe (BA). A expedição, que acontece entre os dias 11 e 22 de dezembro, faz parte das atividades da Bandeira Científica, projeto de extensão universitária criado por alunos USP.
    São realizados atendimentos (médicos, psicológicos, nutricionais), exames (odontológicos, fisioterapêuticos, oftalmológicos) e doações, além da formação de grupos de discussão e de atividades educativas para os estudantes, moradores e profissionais da cidade. Os alunos ainda pesquisam indicadores sociais, realizam relatórios sobre infraestrutura e fornecem aos gestores públicos um banco de dados com o resultado do trabalho no município.
    No ano passado, recebeu o Prêmio Cidadania Sem Fronteiras como melhor projeto de extensão do Brasil, por meio do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Instituto de Cidadania Brasil.
    A Bandeira Científica foi criada em 1957 por alunos da Faculdade de Medicina (FMUSP), mas atualmente conta com a participação de outras seis unidades da USP: Faculdade de Saúde Pública, Instituto de Psicologia, Escola de Comunicação e Artes, Faculdade de Odontologia, Escola Politécnica e Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Segundo Luiz Fernando Ferraz, um dos criadores do projeto, a incorporação de novas áreas do conhecimento fez com que a Bandeira deixasse de ser apenas assistencialista. “É um projeto que tem a assistência como uma de suas atividades, mas que busca enxergar o indivíduo dentro de um contexto, de um ambiente e de uma sociedade”, afirma Luiz Fernando.
    Durante a expedição, os alunos-voluntários, sob supervisão de profissionais e professores, desenvolvem atividades de acordo com a área de sua formação, mantendo o foco na interdisciplinaridade. Para Luiz Fernando, participar da Bandeira Científica “traz a sensação de ter contribuído, de alguma forma, para que este país possa crescer. Porém, com consciência de suas necessidades e de sua responsabilidade para com todos os cidadãos, de forma estruturada e sustentável.”

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